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Madeira

Procura dos combustíveis recua fortemente na Madeira

Quebra registada entre Abril e Junho. Mas no conjunto dos seis primeiros meses de 2026, as gasolinas aumentaram quase 5%, enquanto o consumo de gasóleo diminuiu face ao mesmo período de 2025

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A introdução no consumo dos principais combustíveis na Madeira aumentou ínfimo 0,2% no 1.º semestre de 2026, totalizando 82,9 milhões de litros, de acordo com dados divulgados hoje pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), com base em informação da Alfândega do Funchal. Contudo, entre Abril e Junho (2.º trimestre), o consumo de gasóleo diminuiu 7% e o de gasolina 98 contraiu 5,4%, havendo apenas uma subida, a da gasolina 95 (+2,7%).

Começando pela análise semestral, o valor compara com os 82,8 milhões de litros registados nos primeiros seis meses de 2025 e resulta da soma do gasóleo e das gasolinas de 95 e 98 octanas.

Apesar do crescimento global, o comportamento dos diferentes combustíveis foi distinto. O gasóleo, que continua a representar a maior fatia do consumo, registou uma redução de 2,4%, com 52,3 milhões de litros introduzidos no mercado regional.

Já as gasolinas mantiveram uma trajectória de crescimento. A gasolina de 95 octanas atingiu os 24,1 milhões de litros, mais 4,9% do que no período homólogo, enquanto a gasolina de 98 octanas aumentou 5,2%, para 6,5 milhões de litros.

Nos restantes combustíveis, o gás propano registou uma subida de 1,8%, para 6,7 mil toneladas, ao passo que o gás butano caiu 5,9%, fixando-se em 1,6 mil toneladas. O gás natural apresentou um crescimento residual de 0,2%, tendo sido introduzidas 12,6 mil toneladas.

Contudo, a análise apenas ao 2.º trimestre de 2026 revela uma inversão da tendência. Entre Abril e Junho, a introdução no consumo de gasóleo e gasolina totalizou 41,9 milhões de litros, menos 4,1% do que no mesmo período do ano passado, destaca a DREM.

Neste intervalo, o consumo de gasóleo rodoviário recuou 7%, para 25,9 milhões de litros. A gasolina de 95 octanas contrariou a tendência, aumentando 2,7%, para 12,9 milhões de litros, enquanto a gasolina de 98 octanas diminuiu 5,4%, para 3,1 milhões de litros.

Paralelamente, os preços máximos de venda ao público dos combustíveis registaram aumentos significativos no segundo trimestre. Segundo dados da Direção Regional do Comércio, Indústria e Qualidade, o preço médio máximo do gasóleo rodoviário fixou-se nos 1,843 euros por litro, acima dos 1,410 euros registados no mesmo período de 2025 e dos 1,507 euros observados no primeiro trimestre deste ano.

Também a gasolina de 95 octanas encareceu, atingindo um preço médio máximo de 1,818 euros por litro, comparativamente aos 1,558 euros do segundo trimestre de 2025 e aos 1,579 euros registados entre Janeiro e Março de 2026.

Resta saber se há correlação entre estes indicadores, mesmo porque a gasolina 95 passou a ser o mais barato dos 3 combustíveis e foi o único que aumentou o consumo.