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Madeira

Iniciativa Liberal alerta para quebra da procura no golfe e pede esclarecimentos ao Governo Regional

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A Iniciativa Liberal (IL) manifestou, em nota enviada, preocupação com a evolução dos principais indicadores do golfe na Madeira, alertando para uma redução significativa da procura nos primeiros cinco meses de 2026 e defendendo uma reavaliação da estratégia do Governo Regional para este segmento turístico.

Em comunicado, o partido refere que, entre Janeiro e Maio, o número total de voltas realizadas nos campos de golfe da Região caiu de 44.876 para 37.998, o que representa uma diminuição de 15,3% face ao mesmo período de 2025. A quebra foi ainda mais acentuada entre os golfistas internacionais, cujas voltas diminuíram 21,7%, passando de 38.809 para 30.405. Também as voltas realizadas por não sócios registaram uma redução de 19,6%.

Para a IL, estes dados justificam uma reflexão por parte do Executivo madeirense, numa altura em que o Governo tem reforçado o investimento público no sector, nomeadamente com a construção de um novo campo de golfe na Ponta do Pargo e o anúncio de outro no Faial. Embora as receitas totais da exploração dos campos tenham aumentado cerca de 3,9% entre Janeiro e Maio, passando de 2,26 para 2,35 milhões de euros, os liberais consideram que este crescimento não deve ocultar a quebra da procura.

Citado no comunicado, o deputado Gonçalo Maia Camelo afirma que "o aumento da receita não significa necessariamente que o sector esteja mais saudável", defendendo que importa perceber se a evolução da faturação resulta apenas da subida dos preços e se essa estratégia será sustentável a médio e longo prazo.

A Iniciativa Liberal questiona ainda as recentes declarações do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, segundo as quais o campo de golfe do Porto Santo gera actualmente 26 milhões de euros anuais para a economia local. O partido contrapõe que os rendimentos de exploração dos três campos de golfe da Região totalizaram cerca de 4,47 milhões de euros em 2025, considerando existir uma discrepância que deve ser esclarecida pelo Executivo.

Para Gonçalo Maia Camelo, "a melhor forma de defender o sector não é ignorar os números, mas analisá-los com transparência e agir em conformidade".

A IL reafirma que o golfe continua a ser um activo estratégico para a Madeira, mas sustenta que a valorização deste segmento deve assentar em dados objectivos e numa estratégia que privilegie a requalificação dos recursos naturais e paisagísticos da Região, em vez da multiplicação de novos campos de golfe.