Reacções à morte de Luís Represas
O Presidente da República, António José Seguro, lamentou a morte de Luís Represas, considerando que o cantor e compositor deixa um legado que "pertence ao tempo, à memória e ao coração de um povo".
Numa nota divulgada a partir de Cabo Verde, onde se encontra em visita oficial, o chefe de Estado prestou homenagem ao fundador dos Trovante, afirmando que "há vozes que não pertencem apenas a quem as canta" e que a partida do artista "não encontrará silêncio", mas antes as canções que marcaram várias gerações de portugueses.
"Partiu o homem. Ficou a voz", escreveu António José Seguro, sublinhando que Luís Represas soube "transformar a nostalgia em esperança, a simplicidade em beleza e a música num lugar onde Portugal tantas vezes se reconheceu".
O Presidente da República destacou ainda a dimensão intemporal da obra do músico, considerando que "há vidas que terminam" mas que "há músicas que pertencem à eternidade", acrescentando que Luís Represas "será sempre um dos nossos maiores".
"Portugal, em dor, canta as suas canções", refere a mensagem, na qual António José Seguro manifesta também solidariedade para com a família, amigos, companheiros dos Trovante e todos os admiradores do artista.
Na parte final do comunicado, o chefe de Estado revela a proximidade que mantinha com Luís Represas, recordando o último encontro entre ambos.
"Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida. Recordo a noite fantástica no passado dia 21 de Março. Recordo tantos momentos bons ao longo dos anos. Saudades do futuro, Luís... Talvez um dia te encontre...", escreveu.
Primeiro-ministro e Partido Socialista
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou a morte de Luís Represas, hoje aos 69 anos, considerando o cantor como uma das maiores referências musicais do país, cujo óbito representa "uma grande perda".
"Luís Represas é uma das nossas maiores referências musicais. A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de "sede de infinito... e dizê-lo cantando a toda a gente", escreveu o primeiro-ministro nas suas redes sociais.
Luis Montenegro apresenta as suas "mais sentidas condolências", à "família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra".
O Partido Socialista (PS) também já lamentou a morte do cantor Luís Represas, considerando que Portugal perdeu uma das suas vozes mais marcantes, um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso.
"O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em 'Timor', um hino de esperança, liberdade e solidariedade que acompanhou a luta de um povo e marcou profundamente a consciência de tantos portugueses", destacou o PS em comunicado.
Na nota, o PS evocou a obra de Luís Represas "com gratidão e respeito", esperando que a "sua voz e a sua música continuem a inspirar as gerações futuras".
Vítima de doença prolongada
O cantor Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu hoje aos 69 anos vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava.
O cantor comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com a banda no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador.