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Madeira

Há 77 anos nascia a Casa dos “fatos que não têm fim”

Casa Amorim em 2011 Ver Galeria
Casa Amorim em 2011

As imagens mostram diferentes momentos da Casa Amorim já no século XXI, revelando as mudanças no espaço e na apresentação de uma loja que mantém a mesma identidade desde 1949

No dia 16 de Julho de 1949, o Largo do Phelps viu nascer um estabelecimento que viria a marcar gerações de madeirenses: a Casa Amorim.

Fundada por José Luís D'Amorim e pelo filho Jacinto Luís D'Amorim, a loja abriu portas numa zona da cidade que estava longe de ser o principal centro comercial do Funchal. A Rua Fernão de Ornelas encontrava-se ainda em desenvolvimento e a ligação ao Mercado dos Lavradores só seria reforçada alguns anos mais tarde com a construção da ponte pedonal.

A aposta revelou-se acertada. O negócio começou como casa de tecidos e artigos para vestuário masculino, numa época em que a roupa por medida ainda dominava os hábitos de consumo e os alfaiates constituíam uma parte importante da clientela.

Os primeiros anúncios publicados no DIÁRIO, a 31 de Julho de 1949, testemunham essa realidade. Num deles, a Casa Amorim anunciava uma “grande colecção de fatos para homem” dos “melhores fabricantes do País”, convidando os leitores a visitar o estabelecimento do Largo do Phelps. Noutro reclamo, dirigia-se directamente “aos srs. alfaiates”, promovendo a venda de forros, entretelas, sargelim, crina e outros materiais indispensáveis à confecção de fatos.

Ao longo das décadas, a loja acompanhou a evolução dos tempos, passando gradualmente da venda de tecidos para o pronto-a-vestir masculino, sem abdicar da aposta na qualidade e no atendimento personalizado. Foi também dessa trajectória que nasceu o célebre slogan dos “fatos que não têm fim”, expressão que se tornou uma das mais conhecidas do comércio tradicional madeirense.

Reconhecida actualmente como uma das Lojas com História do Funchal, a Casa Amorim continua de portas abertas 77 anos depois da inauguração, mantendo viva uma marca que atravessou gerações e acompanhou a transformação da cidade e dos seus hábitos de consumo.

Que mais era notícia há 77 anos?

A inauguração da Casa Amorim não chegou às páginas do DIÁRIO de 16 de Julho de 1949, mas a edição desse dia permite viajar até à Madeira do pós-guerra. Consulte o jornal e descubra o que preocupava, interessava e mobilizava os madeirenses da época.