Megaoperação em seis estados brasileiros contra Primeiro Comando da Capital
O Brasil realiza hoje uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), estando a ser cumpridos 320 mandados em seis estados brasileiros, informou o Ministério Público (MP) de Santa Catarina.
As ordens judiciais - 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão - são cumpridas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Os investigados, segundo o MP de Santa Catarina, estão envolvidos na prática de múltiplos crimes, incluindo organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
Segundo o órgão estadual, esta é a maior operação da história do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), uma força tarefa composta por elementos do MP, polícias e agentes da autoridade tributária e aduaneira do Brasil.
Ao todo participam na operação em Santa Catarina, no Sul do Brasil, 103 elementos do Gaeco, cerca de 550 agentes de segurança pública, além de 198 viaturas e dois helicópteros.
Segundo o MP, durante as buscas no Paraná, estado vizinho de Santa Catarina, houve troca de tiros com polícias junto à residência de um dos alvos do PCC, e o suspeito morreu.
"A troca de tiros mobilizou diversas equipes de apoio e reforçou a gravidade da resistência e alta periculosidade apresentada pelos suspeitos, sendo que um deles morreu no confronto", informa no comunicado à imprensa.
"O suspeito, integrante da fação, efetuou disparos contra os policiais fazendo uso de pistola com seletor de rajada", destaca.
O PCC, nascido em São Paulo, é uma das maiores fações criminosas do Brasil, juntamente com o Comando Vermelho (CV), que tem origem no Rio de Janeiro.
As duas fações estão presentes em todos os estados brasileiros e especializaram-se, nos últimos anos, no domínio de território, crimes transnacionais e infiltração no mercado formal como tentativa de lavar dinheiro do crime organizado.
Recentemente, os Estados Unidos classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas globais, o que é alvo de críticas de especialistas em segurança pública e do próprio Governo brasileiro, que vê na medida uma ameaça à soberania nacional.