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Madeira

“No Estado central, o euro vale menos”

Eurodeputado açoriano defende gestão local dos apoios da PAC e alerta para fragilidades do mundo rural na Europa

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O eurodeputado açoriano Paulo Nascimento Cabral defendeu, em Santarém, que os apoios europeus ao mundo rural devem ser geridos de forma mais próxima dos territórios, alertando para a perda de eficácia quando a decisão é centralizada. “Se o dinheiro fica no Estado central, sabemos que acontece o contrário: o 1 euro não rende, vale muito menos”, afirmou.

No painel sobre o enquadramento do programa LEADER no futuro da Política Agrícola Comum (PAC), o eurodeputado sublinhou que esta lógica é especialmente relevante para regiões como os Açores e a Madeira, onde a distância aos centros de decisão agrava as assimetrias.

Paulo Nascimento Cabral alertou ainda para a dimensão do mundo rural na União Europeia, lembrando que “cerca de 70% das áreas da União Europeia são áreas rurais”, defendendo que estas não podem ser marginalizadas nas políticas comunitárias.

O eurodeputado apontou igualmente para o risco de abandono e de sentimento de afastamento das instituições europeias, defendendo um reforço dos instrumentos de coesão territorial.

“Quando temos 1 euro dado às associações locais, esse euro é muito bem investido e pode ser potenciado três, quatro, cinco vezes”, afirmou, sublinhando a importância das entidades de proximidade na execução das políticas públicas.

A intervenção reforça a defesa de uma PAC mais descentralizada e ajustada às especificidades regionais, com particular impacto em territórios insulares como a Madeira e os Açores.