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Cidades geminadas: uma história que começou em 1967

Sempre fomos ponto de partida e de chegada, como bem demonstra a nossa história

Há poucos dias, o Funchal aprovou, por unanimidade, em Reunião de Câmara, um voto de louvor a Simon Crowcroft, um verdadeiro amigo dos madeirenses, em geral, e dos funchalenses, em particular e que exerceu o cargo de Connétable da cidade de Saint Helier, Jersey,

Simon Crowcroft, que exerceu o cargo durante mais de duas décadas, sempre pautou a sua actividade governativa por uma grande proximidade com a comunidade madeirense residente nas Ilhas do Canal, onde, actualmente mais de 10% da população é de origem portuguesa, nomeadamente da Madeira.

Foi muito graças ao seu empenho e reconhecimento da importância social, económica e cultural, dos madeirenses, em Jersey, que o Funchal e Saint Helier assinaram, em 2008, um acordo de geminação para estreitar os laços culturais e sociais ntre os dois municípios, numa lógica permanente de cooperação e reconhecimento mútuo.

O Funchal é a primeira cidade portuguesa fora do Continente Europeu. Sempre fomos ponto de partida e de chegada, como bem demonstra a nossa história. Ou seja: o Funchal sempre foi uma cidade cosmopolita, aberta ao mundo, mas também foi daqui, desta cidade, onde trabalhamos e vivemos, que partiu muito do know-how nas mais variadas áreas, sendo uma delas a indústria açucareira, para ser replicado pelos quatro cantos do mundo e, com esse conhecimento, emigraram também muitos conterrâneos nossos, também em busca de fortuna e de melhores condições de vida e que, com o seu trabalho e modo de ser e estar, muito contribuíram para o desenvolvimento dos países e localidades onde aportaram e se radicaram.

A história das geminações do Funchal com 16 municípios de praticamente todos os continentes demonstra esta realidade. Começamos em 1967 com Oakland, na Califórnia, Estados Unidos da América, mas também Honololu, New Bredford, Mauai, respectivamente em 1979, 1984 e 1985, como também estamos geminados com Marrickville e Fremantle, Austrália, na década de 90 e outras cidades, sendo todas importantes, independentemente da sua localização, já que os acordos de geminação visam não só o reconhecimento da nossa história, o reforço dos laços com as nossas comunidades de emigrantes, bem como a cooperação institucional num conjunto alargado de áreas, desde a cultural e económica, à protecção civil, num claro objectivo de reforço de sinergias e partilha de boas práticas.

Por conseguinte, neste mandato, procuraremos dinamizar e reforçar estes acordos de geminação e, se possível aumentá-los, pelas razões acima enumeradas, mas também porque num mundo cada vez mais global e que todos os dias apresenta novos desafias nenhuma cidade pode ser uma ilha isolada e voltada para si mesma.

Por fim, mas não menos importante, recordo a aprovação, por unanimidade, na passada quinta-feira devido à tragédia que assolou a Venezuela, de um voto de solidariedade para com o seu povo e a comunidade madeirense ali residente.