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Actuação da PSP nos confrontos junto à AR foi "ponderada e responsável"

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Foto MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

O Ministério da Administração Interna (MAI) manifestou hoje "total confiança" na PSP, após os confrontos com manifestantes junto à Assembleia da República, sublinhando que a atuação policial foi "ponderada, profissional e responsável".

"A atuação policial foi pautada pela ponderação, profissionalismo e sentido de responsabilidade, intervindo para pôr termo à desordem pública com a firmeza e a robustez adequadas às circunstâncias", pode ler-se, num comunicado enviado pelo ministério liderado por Luís Neves.

Pelo menos seis pessoas foram detidas hoje à tarde junto ao Parlamento, em Lisboa, no final da manifestação da CGTP, após confrontos com a PSP, estando indiciados por desobediência e resistência e coação sobre funcionário, segundo a polícia.

O MAI destacou que o Governo tem "total confiança" na PSP e "nos agentes que, no cumprimento da sua missão, atuaram para garantir a segurança das pessoas, a proteção das instituições democráticas e a manutenção da ordem pública".

No comunicado, o MAI sublinhou que "o direito à manifestação é uma conquista fundamental da democracia portuguesa e deve ser plenamente garantido".

"Mas o exercício desse direito implica responsabilidade, respeito pela lei e pelas instituições democráticas. Não serão tolerados comportamentos que procurem substituir esse direito pela desordem, pela intimidação, pela violência ou pela afronta contra as autoridades", pode ler-se.

Para o MAI, o confronto com as forças de segurança, e a desobediência às determinações legalmente emanadas pelas autoridades, "não têm lugar num Estado de direito democrático".

"Numa democracia, não há lugar para comportamentos extremistas", vincou.

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, já tinha destacado hoje que o dia de greve geral foi de "trabalho para a esmagadora maioria de portugueses" e condenou "comportamentos inaceitáveis de alguns" na manifestação junto ao Parlamento, distinguindo-os da organização.

Leitão Amaro sublinhou que "o Governo respeita integralmente o direito à greve e também o direito a trabalhar de todos aqueles que trabalharam", lamentando incidentes na manifestação junto à Assembleia da República.

O responsável pelo Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, superintendente Resende da Silva, disse aos jornalistas, junto à Assembleia da República, que os detidos estavam, cerca das 20:00, a ser identificados e posteriormente serão ouvidos em primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.

Uma outra fonte policial admitiu à Lusa que os detidos possam incorrer ainda nos crimes de dano, devido aos fogos que atearam nos caixotes do lixo, bem como arremesso de garrafas de vidro e outros objetos contundentes contra os polícias, tendo deles sofrido ferimentos ligeiros.