Balanço sobe para 589 mortos e 2.980 feridos na Venezuela
O número de mortos provocados pelos sismos na Venezuela subiu hoje para 589, enquanto estão contabilizados 2.980 feridos, anunciou a Presidente interina do país.
"Vamos resgatar as pessoas que estão presas", disse Delcy Rodríguez no momento do anúncio, em presença de responsáveis governamentais e militares que recebiam equipas de socorro vindas de outros países em auxílio da Venezuela.
"Estamos a trabalhar incansavelmente nesta tarefa", continuou Rodríguez durante a reunião no estado de Zulia, no oeste do país, transmitida pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).
A Presidente interina anunciou ainda a militarização do estado de La Guaira, o mais afetado pelos sismos, enquanto as equipas de socorro procuram sobreviventes e distribuem alimentos e água na região.
O balanço anterior das autoridades venezuelanas dava conta de 235 mortos.
Pelo menos nove portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A missão portuguesa para ajudar nas buscas e salvamento deverá partir hoje para a Venezuela, segundo anunciou o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Fonte ligada à missão disse à agência Lusa que a equipa portuguesa é composta por 27 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, 10 elementos do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira.