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Madeira

Rendas na Madeira e no Funchal voltam a subir

Foto Shutterstock
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O mercado de arrendamento habitacional na Madeira voltou a registar uma subida no 1.º trimestre de 2026, com o valor mediano das rendas dos novos contratos a atingir novo aumento também no Funchal, enquanto na média regional e concelhia houve uma nova recuperação após a queda de valores no trimestre anterior. Os dados divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira e pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a pressão sobre o mercado continua, com o metro quadrado a de um T0 de 50 metros quadrados no Funchal a poder atingir os 822 euros por mês.

Na Região Autónoma da Madeira, o valor mediano da renda fixou-se em 11,97 euros por metro quadrado, acima dos 11,83 euros registados no último trimestre de 2025. A subida corresponde a um aumento de apenas 1,2%% em cadeia, mas de quase 16% face ao mesmo período do ano passado, estabelecendo o segundo valor mais elevado desde o início da série estatística (o máximo continua a ser no 3.º trimestre de 2025, com 12,63 euros/m2).

O maior destaque pertence ao Funchal, onde o valor mediano das rendas alcançou 13,65 euros por metro quadrado, ultrapassando o anterior máximo de 13,61 euros registado no 4.º trimestre de 2025. Em termos trimestrais, o aumento foi quase de estagnação (+0,3%), enquanto a comparação com os primeiros três meses de 2025 revela uma valorização de 14,3%. O máximo histórico mantém-se, igualmente, no 3.º trimestre do ano passado, quando o metro quadrado atingiu os 13,99 euros.

Com este resultado, o Funchal mantém-se como o mercado de arrendamento mais caro da região, apresentando um valor cerca de 12,31% superior à média regional. A evolução confirma a continuidade da pressão sobre a procura na capital madeirense, onde o preço das rendas praticamente duplicou desde o início da série estatística do INE, passando de 7,19 euros por metro quadrado, em 2020, para os atuais 13,60 euros.

De acordo com o INE, a nível nacional, "a renda mediana dos 39.395 novos contratos de arrendamento (...) atingiu 9,46 €/m2. Este valor representa um crescimento homólogo de 9,1%, superior ao observado no trimestre anterior (7,9%). Quando comparado com o 1.º trimestre de 2025, o número de novos contratos de arrendamento aumentou 0,7%".

Em termos regionais, "a renda mediana aumentou em todas as sub-regiões NUTS III", sendo que "as rendas mais elevadas registaram-se na Grande Lisboa (14,38 €/m2), na Região Autónoma da Madeira (11,97 €/m2), na Península de Setúbal (11,35 €/m2), no Algarve (10,71 €/m2) e na Área Metropolitana do Porto (10,13 €/m2)".