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Madeira

Há 19 anos discotecas e MP3 'ensurdeciam' jovens madeirenses

Recuamos até 2007 neste ‘Canal Memória’

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Em 2007, o DIÁRIO dava conta de uma preocupação crescente com os traumatismos sonoros, que estariam a deixar cada vez mais jovens com problemas auditivos irreversíveis. Embora na altura não existissem estudos específicos sobre esta realidade, a experiência clínica do otorrinolaringologista Luís Sotero Gomes apontava para uma relação directa entre a exposição prolongada a sons elevados em discotecas e a utilização inadequada de leitores de música portáteis e o aparecimento de lesões auditivas.

O especialista alertava que a perda de audição estava a aumentar entre as camadas mais jovens da população. Referia ainda que os adolescentes que sofressem traumatismos sonoros poderiam não esperar até aos 60 anos para desenvolver surdez neurossensorial, podendo enfrentar esse problema já aos 40 anos. Nesses casos, muitos ver-se-iam obrigados a recorrer ao uso de aparelhos auditivos durante grande parte da vida.

Segundo Luís Sotero Gomes, a exposição prolongada a níveis sonoros superiores a 85 decibéis pode provocar lesões irreversíveis no ouvido interno. O médico sublinhava ainda que algumas discotecas chegavam a atingir picos de som na ordem dos 150 decibéis.

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Noutra notícia dessa edição, o Serviço de Defesa do Consumidor revelava estar a registar um número crescente de reclamações relacionadas com a compra de pacotes turísticos. Entre os casos relatados encontrava-se o de um casal madeirense que pagou cerca de 2 mil euros por uma viagem à EuroDisney, mas acabou por não sair da Madeira, sem direito a reembolso nem à marcação de uma nova viagem.

No dia previsto para a partida, o voo foi cancelado devido ao mau tempo. Com uma ligação para Paris agendada para o dia seguinte, o casal tentou encontrar alternativas que lhe permitissem prosseguir viagem. Contudo, o Aeroporto da Madeira vivia momentos de grande perturbação, com as companhias aéreas e a agência de viagens incapazes de garantir lugares noutros voos.

Sem conseguir embarcar para o destino previsto, foi sugerido aos passageiros que procurassem outras ligações por conta própria, adquirindo novos bilhetes. Perante a impossibilidade de suportar essa despesa adicional, o casal acabou por permanecer na Madeira.

Já sem férias e sem viagem, os madeirenses solicitaram à agência que lhes vendeu o pacote turístico a devolução do montante pago ou, em alternativa, a remarcação da viagem para outra data. A agência recusou ambas as hipóteses, alegando ter sido igualmente obrigada a suportar os custos dos voos e do alojamento, que, apesar de não terem sido utilizados pelos clientes, lhe foram cobrados pelos fornecedores.

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