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Assembleia Legislativa Madeira

Acesso gratuito a exames de cancro leva a acusações recíprocas no parlamento

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O PS foi o autor do projecto de resolução que compôs o segundo documento em análise: ‘Recomenda ao Governo Regional o reforço do acesso atempado e sem encargos ao diagnóstico de doença oncológica na Região Autónoma da Madeira’.

Marta Freitas falou dos benefícios de uma resposta em tempo útil, mas a realidade não vai nesse sentido. A deputada falou de números nacionais com os tempos máximos de resposta a serem ultrapassado. “Quando a resposta pública não chega a tempos, muitos doentes recorrem ao privado”.

Aqui está a injustiça, muitos não podem pagar e ser reembolsado depois. Há quem peça para fazer o exame sem retirar pólipos, garante o PS.

A proposta do PS visa garantir que, perante suspeita fundamentada, as pessoas não tenham de esperar um tempo excessivo.

Gonçalo Maia Camelo (IL) quis saber a diferença relativamente ao que acontece com o continente, tendo Marta Freitas esclarecido que, no continente, não é necessário o utente adiantar valores.

Patrícia Spínola (JPP) interveio para lembrar os números actuais, em que mais de 25% das mortes na Região, são por cancro. O partido fala em opacidade por parte do Governo Regional e de um sistema de “pague primeiro e reembolse depois”.

Não se pode, diz, aceitar que um  doente com suspeita de cancro tenha de esperar meses por um exame. O JPP diz que, se o SESARAM não tiver capacidade de resposta, o utente deve de ser encaminhado para o sector privado, sem gastar um tostão.

“O que está a acontecer no SESARAM é o atropelo ilegal dos tempos máximos” previstos na lei. A deputada fala em listas de espera intermináveis e uma sequência de atrasos em cadeia.

Gonçalo Maia Camelo (IL) disse ficar contente por ver JPP e PS alinhados numa ideia da IL, a complementaridade dos sistemas público e privado de saúde. O deputado disse haver, de facto, um problema na Região, mas que o diploma não fala em prevenção e na dificuldade em obter consultas, por exemplo, como as de dermatologia.

Hugo Nunes (Chega) defendeu que o problema oncológico não deve ter cor partidária. O deputado diz que “direita e esquerda socialista” deveriam de ter vergonha: “deixaram as pessoas a morrer nas listas de espera do continente e agora vêm para a Madeira fazer de virgens ofendidas”. O PSD também foi alvo e fala do que acontece no SESARAM, com falta de medicamentos e asfixia de serviços.

Sérgio Oliveira (PSD) diz que o PS, com a proposta, mostra desconhecimento em relação ao Serviço de saúde e que as sete sugestões estão implementadas. Além disso, há um modelo implementado, que funciona e que não depende da capacidade financeira dos cidadãos. “todos têm acesso aos cuidados de saúde, com proximidade e de igual forma”.