DNOTICIAS.PT
Madeira

JPP acusa Governo de esconder estudo sobre ferry

None

O secretário-geral do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, acusou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, de esconder o estudo económico e financeiro relativo à linha marítima de ferry para passageiros e mercadorias entre a Região Autónoma da Madeira e o continente.

Em comunicado, o dirigente partidário apontou uma "insensibilidade fora do comum" do executivo da Republica PSD/CDS-PP perante as necessidades de mobilidade das populações insulares.

Segundo o líder do JPP, o governo central recuou na promessa inicial de lançar um concurso publico internacional para a operação da rota, optando antes pela realização de um relatório técnico cujo prazo de entrega terminou no final do mês de Maio.

Élvio Sousa criticou a falta de divulgação do documento e questionou os pressupostos do caderno de encargos, alegando que o estudo já partiu da premissa "de considerar no caderno de encargos que a ligação ferry é deficitária".

O deputado sugeriu ainda a existência de "influências externas" no processo, referindo-se à acuação do último operador privado a assegurar o serviço, e acusou o governante de seguir uma estratégia viciada.

"O ministro parece ter seguido a cartilha dos DDT, os Donos Disto Tudo, sempre com a estratégia de montar uma operação viciada para falhar, para depois declararem o seu eminente fracasso", afirmou o parlamentar.

A par do dossiê marítimo, o JPP criticou a gestão do Subsídio Social de Mobilidade aérea, apontando falhas na plataforma electrónica e o não cumprimento da promessa governamental de assegurar o reembolso do valor dos bilhetes num prazo de "um a dois dias".

Élvio Sousa recordou ainda declarações recentes do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, considerando-as "estapafúrdias" ao criticar as opções de voto dos deputados eleitos pelo circulo da Madeira.

O maior partido da oposição na Madeira exige agora total transparência no processo e insta o Governo da República a publicar as conclusões do relatório. "Se o estudo já terminou, porque não é divulgado publicamente?", questionou o dirigente, apelando a que o executivo assuma uma decisão clara sobre o futuro do canal marítimo.