Governo de Teerão acusa Israel de querer "guerra permanente"
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, acusou ontem o Governo israelita de ter "um culto genocida" e de querer "a guerra permanente", após o ministro de extrema-direita Itamar Ben-Gvir ter afirmado que "todo o Líbano deve arder".
"Isto não é um desabafo de um lunático genocida aleatório. É uma declaração pública do ministro da Segurança Nacional do regime israelita", escreveu Abbas Araghchi, na rede social X.
"O culto genocida da morte sediado em Telavive é uma ameaça para toda a humanidade. Ameaça todos os humanos. O seu único interesse é a guerra permanente", acrescentou.
Araghchi reagia assim a declarações do ministro israelita, feitas após o anúncio da morte de quatro soldados israelitas no sul do Líbano.
"Com todo o respeito pelos norte-americanos, Israel deve deixar claro ao mundo que o sangue dos nossos filhos e a segurança dos nossos cidadãos não serão sacrificados. Todo o Líbano deve arder", afirmou Ben-Gvir, num comunicado publicado nas redes sociais.
Estas foram as primeiras perdas israelitas desde a assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerão no domingo, que visa terminar a guerra no Médio Oriente em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde Israel e o movimento xiita Hezbollah, aliado de Teerão, estão em conflito.
Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas numa nova vaga de bombardeamentos levados a cabo pelo exército israelita contra vários locais no sul do Líbano, informou hoje o Ministério da Saúde Pública libanês.