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País

Montenegro abre hoje reunião um dia depois do "chumbo" do pacote laboral

Hoje também é notícia a manifestação do movimento Vida Justa, a 11.º Rock in Rio Lisboa e muito mais

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Foto Lusa

O Partido Social Democrata (PSD) reúne o 43.º Congresso em Anadia, no distrito de Aveiro, um dia depois de o Chega ter rejeitado a proposta de alterações à lei laboral, que o Governo classificava como decisiva.

O congresso será aberto pelo presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o chumbo da proposta do Governo de revisão da legislação do trabalho deverá ser um dos temas a marcar o evento.

Tanto o primeiro-ministro, Luís Montenegro, como o líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, colocaram o ónus do falhanço do acordo no Chega, que acusaram de querer pôr em causa a sustentabilidade da Segurança Social, ao insistir na descida da idade da reforma como condição para aprovar a proposta do Governo.

Depois de, na quinta-feira, Hugo Soares, ter dado a revisão do Código do Trabalho como aprovada na generalidade - com o presidente do Chega, André Ventura, a antecipar também vitórias para os trabalhadores em matérias reivindicadas pelo partido -- na sexta-feira o diploma acabou rejeitado com os votos contra do Chega e da esquerda.

Este volte face poderá mudar o tom do Congresso, que não tinha polémicas anunciadas, com Luís Montenegro a remeter uma análise da situação política mais aprofundada para a sua intervenção nesta reunião magna.

Hoje, também é notícia:

CULTURA

Os norte-americanos Katy Perry e Linkin Park são os cabeças de cartaz do primeiro fim de semana do 11.º Rock in Rio Lisboa, que começa no Parque Tejo com dois dias de lotação esgotada.

Calema, Pedro Sampaio e Charlie Puth também atuam hoje no Palco Mundo, o principal do festival, que encerra esta noite com a atuação de Katy Perry. Pelos diferentes palcos, passam ainda Audrey Nuna, DJ Diego Gonzalez, Maninho, Nena e Alok, Sofia Câmara, Napa, Bebe Rexha e Bárbara Bandeira, Pears, Gamïx, Zarko, Jyce Alane, João Maria e Carol Biazin, entre outros músicos.

De todos os palcos será possível assistir-se, pelas 20:00, a um "grande espetáculo aéreo", e o recinto conta com os já habituais roda gigante, slide e Rota 85, que inclui o palco School of Rock.

A 11.ª edição Rock in Rio Lisboa encerra no próximo dia 28, ao fim de mais um fim de semana de concertos, com atuações de músicos como Rod Stewart, Cyndi Lauper e Xutos & Pontapés com os convidados GNR, UHF e Táxi.

LUSOFONIA, ÁFRICA E COMUNIDADES

A primeira Convenção Nacional do Anamola, na província moçambicana de Nampula, arranca hoje e vai decorrer até segunda-feira, devendo eleger o presidente do partido, liderado interinamente por Venâncio Mondlane.

No encontro da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola) são esperados 400 delegados do partido com direito a voto, além de 50 convidados, entre nacionais e estrangeiros.

O programa de hoje é aberto ao público, num dia que será marcado por uma marcha.

No domingo, o encontro passa a um formato mais restrito, reservado aos membros, mantendo ainda a presença da imprensa no período inicial da convenção, que será também transmitida em direto nas redes sociais do partido fundado em agosto por Venâncio Mondlane, único candidato à presidência da formação política.

Na segunda-feira, as sessões serão totalmente reservadas, incluindo a apreciação de resoluções do partido e a eleição do presidente.

PAÍS

O movimento Vida Justa convocou uma manifestação, em Lisboa, em protesto contra a decisão da justiça portuguesa sobre o homicídio de Odair Moniz por um agente policial, considerada injusta e desumana.

A condenação a pena suspensa do polícia que matou Odair Moniz é o motor da manifestação, mas o movimento quer também chamar a atenção para o "racismo estrutural" da justiça.

Vários outros coletivos estão a promover a manifestação, que tem como lema "Sem justiça não há paz" e fará o percurso entre o Largo de São Domingos, de onde sairá às 17:00, e o Largo José Saramago.

"Um homem, desarmado é morto com duas balas e o tribunal considera que houve 'legítima defesa', sanciona apenas o 'excesso de meios' e deixa o assassino em liberdade", contesta o Vida Justa, no texto que acompanha a convocatória, assinalando também que "a inversão de papéis que transforma vítimas de racismo e violência policial em culpados é um fenómeno sistémico e comum".

Na segunda-feira, o Tribunal de Sintra condenou Bruno Pinto, agente da Polícia de Segurança Pública, pelo homicídio de Odair Moniz, cabo-verdiano de 43 anos, baleado na Cova da Moura, no concelho da Amadora (distrito de Lisboa), em outubro de 2024. Contudo, o tribunal decidiu aplicar pelo crime uma pena suspensa de três anos e seis meses, considerando ainda que Bruno Pinto pode continuar a ser polícia.