Rangel diz que com chumbo do pacote laboral "morreu uma andorinha" mas a primavera continua
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que o chumbo do pacote laboral é mau para os trabalhadores que iam ter "mais direitos", ao contrário do que "a propaganda socialista" e a "demagogia do Chega" querem fazer crer.
Lembrando o ditado o popular "não acaba a primavera por morrer uma andorinha", Rangel defendeu que, com o chumbo do pacote laboral, "morreu uma andorinha e a primavera continua".
"A ser alguma derrota, é uma derrota para o crescimento económico e para os trabalhadores, porque os trabalhadores iam ter aqui muitos mais direitos", disse Paulo Rangel à margem das comemorações dos 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO no Porto.
Dizendo não ser uma derrota para o Governo PSD/CDS-PP, o governante referiu que o chumbo é, em primeiro lugar, mau para o país e, em segundo lugar, mau para os trabalhadores.
"Os trabalhadores iam ter mais dias de férias e iam ter a possibilidade de que os avós tivessem licenças parentais e, portanto, pudessem ajudar a conciliar a vida laboral com a família e essas coisas caíram", frisou.
E caíram, acrescentou, porque "o PS não quer crescimento económico, não quer modernização, não quer mudar nada, quer que tudo fique como está, quer o imobilismo e o Chega só quer demagogia e populismo e queria sacrificar um crescimento económico a um corte de pensões".
"Este é um Governo que quer pôr a economia a crescer e, para isso, nós temos que ter uma legislação laboral que seja dinâmica e flexível", assinalou.
Rangel adiantou que se o PS e o Chega não querem reformar o país, o Governo vai continuar a querer.
A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi hoje chumbada, na generalidade, com os votos contra do Chega e da esquerda parlamentar, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.
O texto contou apenas com os votos a favor dos partidos que suportam o Governo (PSD-CDS-PP) e da IL.
Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP votaram contra.