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Montenegro reitera "disponibilidade absoluta" do Governo para negociar pacote laboral

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O primeiro-ministro reiterou hoje a "disponibilidade absoluta" do Governo para negociar o pacote laboral com os partidos da oposição que admitam viabilizá-lo, numa alusão ao Chega.

"O que é relevante e já foi transmitido pelo Governo é uma disponibilidade absoluta para podermos aprofundar os termos desta reforma com os contributos dos partidos políticos, nomeadamente daqueles que estiverem disponíveis para viabilizar a nossa proposta na Assembleia da República", afirmou Luís Montenegro em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Bruxelas.

Questionado se o facto de estar a negociar com o Chega sobre este tema não constitui uma mudança de paradigma na política portuguesa, Montenegro respondeu: "Não vejo onde é que está a novidade".

"As negociações do PSD com os restantes partidos da oposição têm estado sempre abertas e, portanto, não é exclusivo deste processo legislativo. Tem acontecido noutros processos legislativos, alguns que já foram aprovados e outros que não", referiu.

O primeiro-ministro acrescentou que "também tem havido disponibilidade para o Chega negociar com o PS" e afirmou que "já aconteceu mais vezes o Chega e o PS votarem juntos do que votarem com os outros partidos que suportam o Governo".

"Agora, nós tivemos outros processos legislativos onde chegámos a entendimento com o Chega e tivemos outros que chegámos a entendimento com o PS. É assim que vai continuar", afirmou.

A proposta do Governo de revisão da legislação laboral está a ser hoje discutida no parlamento, com a UGT a assistir e uma concentração da CGTP em 'pano de fundo', estando a votação na generalidade prevista para sexta-feira, sem aprovação garantida.