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Madeira

Congresso Internacional evoca Padre Manuel Álvares na Ribeira Brava

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O Congresso Internacional '500 anos do nascimento do Pe. Manuel Álvares, S.J.' arrancou hoje e decorre até sexta-feira na Ribeira Brava, reunindo na Madeira especialistas de várias áreas das ciências da linguagem, da história da educação, da filologia e dos assuntos culturais, provenientes de países como Portugal, Espanha, Itália, Polónia, Brasil, México e Japão, com o objectivo de debater o legado do jesuíta nascido na Ribeira Brava em 1526.

O presidente da Câmara Municipal, Jorge Santos, sublinhou, na sessão de abertura, o impacto universal da obra de Manuel Álvares, lembrando que a sua gramática latina, publicada em 1572, “moldou modelos pedagógicos e influenciou a formação intelectual de milhares de estudantes em todo o mundo”.

Jorge Santos defendeu que o congresso "orgulha não só a Ribeira Brava, mas também a Madeira e todos os que acreditam no valor da educação, da cultura e do conhecimento”. E representa um compromisso claro com a ciência, a cultura e a cooperação institucional e reafirma a importância de “uma educação exigente e inclusiva num tempo de profundas transformações, onde a periferia geográfica se assume, convictamente, como um território de centralidade intelectual, investigação e diálogo internacional”.

Para o autarca, celebrar o Padre Manuel Álvares é reconhecer que, "a partir desta terra pequena, nasceu uma obra com impacto verdadeiramente universal". “Ao receber este congresso na escola que hoje ostenta o seu nome, a Ribeira Brava assume a responsabilidade de preservar a memória, valorizar o património cultural e projectá-lo para novas gerações”, referiu, salientando que “a periferia geográfica nunca significou periferia intelectual”.

A expressiva diversidade de investigadores presentes confirma o interesse científico contínuo pela herança de Manuel Álvares e coloca a Ribeira Brava como o lugar legítimo para o reencontro entre a identidade local, a memória histórica e a ciência global, destaca a autarquia.