Trump nega que EUA venham a pagar 300 mil milhões de dólares a Teerão
O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos (EUA) não vão pagar 300 mil milhões de dólares (260 mil milhões de euros) ao Irão no âmbito do memorando de entendimento assinado na quarta-feira.
"Não há qualquer pagamento de 300 mil milhões de dólares ao Irão por parte dos Estados Unidos. São notícias falsas! Tudo o que os Estados Unidos ganham com isso é sucesso, preços do petróleo em queda e uma vitória. Vejam o mercado bolsista!", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.
O memorando de entendimento com Teerão, assinado por Trump na quarta-feira no Palácio de Versalhes, em França, prevê um plano de investimentos de 300 mil milhões de dólares para a reconstrução do Irão, bem como a libertação de 24 mil milhões de dólares (cerca de 20,9 mil milhões de euros) em fundos iranianos congelados devido às sanções, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.
No entanto, segundo fontes norte-americanas, os recursos serão financiados por países do Médio Oriente e o único papel que os EUA terão será o de flexibilizar as sanções para facilitar as transferências económicas necessárias.
A confirmar-se a disponibilização desses fundos ao Irão, assemelha-se em parte ao acordo nuclear fechado pela administração do antigo presidente norte-americano democrata Barack Obama que, em 2015, incluía o acesso a cerca de 50 mil milhões de dólares (mais de 43 mil milhões de euros) do regime iraniano que tinham sido congelados em bancos estrangeiros devido a sanções.
Esta medida foi amplamente criticada por Trump, que acusava Obama de ter dado ao Irão este dinheiro dos contribuintes norte-americanos, mas que agora poderá concretizar.
O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão, assinado remotamente na quarta-feira à noite por Trump, e pelo homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, prevê uma trégua de 60 dias, a contar a partir de hoje, prazo para negociar um acordo final que inclua a questão nuclear iraniana.
O texto publicado por Washington e Teerão prevê a reabertura imediata do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, e o levantamento simultâneo do bloqueio norte-americano aos portos iranianos.