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EUA atribui queda da inflação venezuelana a plano de Donald Trump

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O adido de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, John Barret, atribuiu hoje a queda da inflação venezuelana a "resultados concretos" do plano de recuperação de Donald Trump para a Venezuela.

"Em maio, a inflação mensal na Venezuela caiu para 6,3%, regressando a um dígito pela primeira vez em mais de um ano. Este avanço demonstra que a fase de recuperação económica do plano de três fases de Donald Trump e Marco Rúbio está a dar resultados concretos", afirmou o diplomata numa mensagem divulgada na X.

Na mesma rede social, John Barret explica ainda que "manter o ímpeto das reformas será fundamental para consolidar a estabilidade, atrair investimentos e gerar prosperidade duradoura para os venezuelanos".

Em 3 de janeiro de 2026 os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas que levou à captura do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cília Flores, que aguardam julgamento por conspiração para importar cocaína aos EUA e possessão de armas, acusações pelas quais ambos se declararam inocentes.

Após a captura de Nicolás Maduro o secretário de Estado dos EUA, Marco Rúbio, anunciou um plano de três fases para a Venezuela a começar por uma estabilização, seguindo-se uma recuperação económica e finalmente uma transição política democrática.

Washington iniciou uma transição tutelada que inclui a presença e controlo dos EUA sobre a Venezuela, os seus recursos energéticos e o processo político.

Segundo o Banco Central da Venezuela (BCV) a inflação mensal local em maio de 2026 foi de 6,3%, o valor mais baixo em 19 meses.

Em janeiro de 2026 a inflação local foi de 32,57%, fevereiro de 14,61%, março de 13,09% e abril de 10,57%.

Por outro lado, em maio de 2026, a inflação homóloga foi de 524,49%.

Os setores com maior aumento inflacionário em maio foram o lazer e cultura (7,3%), restaurantes e hotéis (7,1%), e o vestuário e calçado (7,0%).

Ainda segundo o Banco Central da Venezuela, o bolívar, a moeda venezuelana, perdeu aproximadamente 45% do seu valor desde janeiro de 2026, com relação ao dólar norte-americano.