Chega chama secretária de Estado para explicar subsídio de viagens e 'Estudante Insular'
O grupo parlamentar do Chega (CH) deu entrada de um requerimento na Assembleia da República para audição da secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, na Comissão Parlamentar da sua área de tutela, com o objectivo de obter esclarecimentos sobre os atrasos na implementação do novo modelo de mobilidade aérea para as regiões autónomas e sobre os problemas no programa 'Estudante Insular'.
A liderar este pedido está o deputado madeirense Francisco Gomes, que é coordenador do partido nessa Comissão, que dá conta desta chamada, lembrando que as alterações ao modelo de mobilidade foram já aprovadas pela Assembleia da República e promulgadas pelo Presidente da República.
A Assembleia da República fez a sua parte. O Presidente da República fez a sua parte. As agências de viagens estão prontas. Quem continua a falhar é o governo da República, que está a atrasar uma medida que vai melhorar a vida de milhares de famílias. Francisco Gomes
Entre as medidas previstas está a possibilidade de os passageiros adquirirem bilhetes através de agências de viagens pagando apenas o valor fixo da viagem. Segundo o parlamentar, as agências estão preparadas para aplicar o novo modelo, mas o Governo não avançou com a sua entrada em funcionamento.
Francisco Gomes acusa igualmente o Governo Regional da Madeira de contribuir para o impasse, afirmando que o Executivo de Miguel Albuquerque tem adoptado uma postura contrária às alterações aprovadas, defendendo os interesses das companhias aéreas em detrimento dos passageiros.
O Governo Regional passou meses a espalhar medo, a defender os interesses das companhias aéreas e a tentar bloquear mudanças. Agora também quer que o Governo da República não faça aquilo que lhe compete. Estamos fartos desta incompetência. Francisco Gomes
O deputado defende que a audição deve ainda servir para apurar responsabilidades quanto aos problemas que persistem no programa 'Estudante Insular' e para obter datas concretas para a resolução das situações em aberto. "O que está a acontecer é uma vergonha", diz, peremptoriamente. "Há famílias e estudantes à espera de respostas enquanto Lisboa e o Funchal continuam a brincar com um direito fundamental dos cidadãos das ilhas. Exigimos explicações e exigimos datas concretas", conclui.