DNOTICIAS.PT
5 Sentidos

China traz 'Flores em Chamas: O Desabrochar da Luz' ao Festival do Atlântico

None

O Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício da Madeira, inserido no Festival do Atlântico, prossegue este sábado, pelas 22h30, desta feita com a participação da China. A empresa Nanchang Fireworks Industries Co, Ltd. apresenta o tema 'Flores em Chamas: O Desabrochar da Luz'. 

Segundo explica a Direção Regional do Turismo, este será um espectáculo "onde a poesia do Oriente ganha vida através da luz, da cor e da emoção, uma celebração do romantismo, da elegância e da vitalidade da cultura chinesa, transmitindo uma mensagem de paixão, coragem e encantamento sob o céu iluminado da baía do Funchal".

A frequência rádio da transmissão da música do espetáculo é o 105,9 FM. O objectivo do concurso é alcançar o 'Troféu do Atlântico', atribuído por um júri, assim como o 'Troféu Madeira Tão Tua', escolhido pelo público. Esta votação pode ser feita através de tômbolas colocadas no centro comercial Plaza Madeira, e no Posto de Informação Turística da Direção Regional do Turismo, na Avenida Arriaga, e na noite de cada espectáculo, no Cais do Funchal. Os resultados do Concurso Internacional de Fogo de Artifício da Madeira serão conhecidos no dia 27 de Junho.

Muita música e animação

O Festival do Atlântico continua hoje, com o Sunset de Verão, pelas 17 horas, com os Rocky Shore Melodies, seguindo-se um DJ set, entre as 18h30 e as 22 horas e o DJ Waga das 22h30 à 1 hora. No programa de amanhã, sábado, a música continua com Carla Rojas Belizario às 17 horas, novo DJ set entre as 18h30 e as 22 horas e DJ Daniel Caires das 23 à 1 hora.

A Praça do Povo acolhe, a partir das 16 horas, o mercadinho 'Sunset de Verão', com 13 ‘casinhas’ que funcionarão de quinta a domingo, sempre a partir das 16 horas, encerrando às 00 horas (quintas-feiras e domingos) ou à 1 hora (sextas-feiras e sábados).

No âmbito do Festival Raízes do Atlântico, a decorrer no Parque de Santa Catarina, nesta sexta-feira, às 20 horas, os Xarabanda mostram ao público o trabalho de décadas de investigação e recolha do património musical madeirense. A fechar a noite, a partir das 21h30, chega de Barcelona a banda El Pony Pisador — um espectáculo que mistura folk de várias paragens do mundo, desde canções de marinheiros ao iodelei e ao canto gutural tuvano, com uma energia cénica e humor que prometem render o público. Amanhã, noite de encerramento da edição de 2026 do Raízes do Atlântico, o projeto madeirense Cordophonia, dedicado às cordas tradicionais da ilha, atua às 21 horas. Depois do espectáculo de fogo-de-artifício, pelas 23 horas, Bonga e a Orquestra de Jazz do Funchal partilham o mesmo palco pela primeira vez. O encontro entre o semba angolano do músico (figura maior da música africana de língua portuguesa, com mais de 30 álbuns editados e uma carreira marcada pela defesa da independência angolana) e a linguagem jazzística da orquestra funchalense promete um dos momentos mais marcantes da história do festival.

Já na Fortaleza do Pico, o destaque deste sábado vai para o segundo espectáculo da “Ópera no Pico”, evento da responsabilidade da Direção Regional da Cultura, com direção artística e produção da Associação Cultural e Artística Imperatriz Sissy. Às 21 horas de amanhã, no evento intitulado “Amores Impossíveis”, será apresentado um concerto dedicado ao amor trágico no repertório operático, com uma viagem por algumas das mais emblemáticas obras da ópera. Árias, duetos, tercetos e quartetos de óperas como “Madama Butterfly”, “Tosca” e “Turandot” de Giacomo Puccini, ou “Rigoletto” de Giuseppe Verdi, dão vida a histórias marcadas pela paixão, dor e destino. O espetáculo contará com as interpretações dos convidados Susana Gaspar, Cátia Moreso, Christian Luján e do tenor madeirense Alberto Sousa.

Nesta sexta-feira, pelas 21h30, as Piscinas Naturais do Porto Moniz recebem a projecção do documentário “Naturalistas de Vulto II”, no âmbito do projecto DOC.Atlântico, integrado no programa do Festival do Atlântico. Trata-se de um documentário sobre a consolidação da Madeira como território de estudo científico no século XIX, com a presença de naturalistas e exploradores que aprofundaram o conhecimento da biodiversidade e contribuíram para o envio sistemático de amostras e documentação para a Europa. A entrada é livre.

O Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, refere que "o Festival do Atlântico é, uma vez mais, uma montra da diversidade e da riqueza cultural que a Madeira tem para oferecer ao mundo. Este fim de semana, temos um programa verdadeiramente excecional, com propostas para todos os gostos e sensibilidades."

"Do fogo-de-artifício da China à ópera na Fortaleza do Pico, da música de raiz madeirense ao encontro histórico entre Bonga e a Orquestra de Jazz do Funchal, passando pelo cinema documental, há razões mais do que suficientes para estar presente”, acrescenta.