EUA advertem Cuba sobre aquisição de armas que representem uma ameaça para o país
O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, advertiu hoje o Governo cubano contra a compra de armas que possam representar uma ameaça para os Estados Unidos, durante uma visita à base militar de Guantánamo, situada na ilha caribenha.
"Não seria prudente que o governo de Cuba tentasse adquirir ou ter acesso a tipos de armas que pudessem atingir esta base ou o território norte-americano", declarou Pete Hegseth aos militares norte-americanos presentes no local.
O secretário da Defesa afirmou que as forças americanas estarão preparadas para fazer o que o Presidente norte-americano decidir em relação à ilha, que Trump tem vindo a ameaçar repetidamente com uma intervenção militar.
Hegseth indicou que o Pentágono estará "preparado para qualquer eventualidade" numa altura em que a administração Trump pressiona a liderança cubana, num contexto de acusações contra o ex-Presidente cubano Raúl Castro e repetidas ameaças de uso da força.
Os EUA mantêm uma base naval na ilha, apesar do deterioramento das relações com Cuba na sequência da revolução ocorrida na década de 1950.
Os líderes cubanos disseram recentemente à Associated Press que a campanha de pressão da administração Trump é um "pretexto" para tentar persuadir o povo norte-americano a apoiar uma intervenção militar.
Os Estados Unidos estão a intensificar a pressão que têm vindo a exercer sobre Cuba desde janeiro, quando impuseram um embargo petrolífero que praticamente paralisou grande parte da atividade económica do país, uma vez que a ilha produz apenas 40% das suas necessidades energéticas.
O decreto executivo estipulava sanções para indivíduos e empresas que mantivessem laços económicos, comerciais ou financeiros com o Governo cubano, particularmente nos setores da energia, finanças e defesa.
Em 07 de maio, foram impostas sanções à Gaesa, a maior empresa estatal de Cuba, que representa cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) da ilha.
Na segunda-feira, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos veio alertar que a expansão das sanções impostas pelos Estados Unidos contra Cuba "está a causar danos generalizados à população e a pôr vidas em risco".