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Líder do PS elogia discurso "muito substantivo" do Presidente

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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou hoje que o Presidente da República fez um discurso de 10 de Junho "muito substantivo" que dá "força e energia" e inspira para o futuro.

"No que respeita à vida política interna, há aqui [no discurso do chefe de Estado] uma mensagem de apelo ao diálogo, à concertação e ao compromisso para colocarmos os nossos propósitos fundamentais do desenvolvimento humano no centro das nossas prioridades", declarou José Luís Carneiro aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, no final da sessão solene comemorativa do 10 de Junho.

Para o líder nacional do PS, o discurso proferido por António José Seguro foi "muito substantivo" que "dá força e energia" e "inspira para o futuro", para o futuro do país.

O secretário-geral socialista também referiu que o país tem "uma expressão insular, uma expressão arquipelágica", referindo que a comemoração do 10 de Junho nos Açores, valorizando o mar, o oceano e a expressão Atlântica e reiterando o "compromisso com a Aliança Atlântica como fator essencial e esteio fundamental" da defesa e da segurança, pareceu-lhe "um ponto muito importante, particularmente num mundo cuja geopolítica e geoestratégica está a alterar-se profundamente".

"Por outro lado, o reiterar também deste eixo fundamental de afirmação da língua e da cultura portuguesa na nossa relação transatlântica, particularmente na nossa relação com os países de expressão oficial portuguesa, mas também na nossa relação com o mundo", acrescentou.

Carneiro salientou ainda que o Presidente da República fez um discurso de "apelo ao respeito e à valorização da diversidade" e também à valorização "daquilo que são elementos e esteios fundamentais da afirmação de Portugal no mundo".

Salientou que a língua, a cultura e a diáspora "são esteios fundamentais à afirmação de Portugal no mundo, que é naturalmente um país que historicamente se bateu pelo valor do multilateralismo, pelo valor do direito Internacional e pela promoção do diálogo entre culturas e civilizações".

Quando questionado sobre se deve ser revisitado o acordo de utilização da Base das Lajes e em que momento é que isso deve acontecer, respondeu que o "mais importante" é sublinhar aquilo que disse o Presidente da República: "a nossa pertença ao projeto europeu e a nossa participação ativa no projeto europeu não significa a desvalorização, pelo contrário".

"Significa que a nossa dimensão na Europa reforça-se com a valorização da nossa relação com os Estados Unidos da América em termos de segurança e defesa", disse.

E concluiu: "É essa dimensão euro atlântica que faz com que Portugal tenha uma função estratégica de diálogo e de estabelecimento de ponto de diálogo com diferentes regiões e sejamos um ator muito construtivo do multilateralismo e do direito internacional".