Discursos d´amor!
Um discurso é uma comunicação oral, normalmente pré-escrita, ou então espontânea, que desenvolve ideias ou intenções organizadas, com um motivo, um tema ou assunto muito específico. Pode haver vários modelos de discursos: improviso, palestra, sermão... numa vertente religiosa, ou uma dissertação, implicando sempre uma análise com uma argumentação adequada. Para se fazer um discurso, convém possuir essa capacidade intrínseca, preparar esta situação, utilizando o ritmo, a entoação, as prioridades, relativas ao assunto em apreço.
Ou seja, pode não ser fácil para toda a gente, fazer um discurso, quando não seja uma simples leitura dum texto escrito com determinada intenção. Mas além de tudo isto, um discurso, deve requerer uma solenidade, uma celebração, com destaque relativo e alguma importância. Assim não se discursa “por dá cá aquela palha”, nem naquele género ... - Vou dizer apenas três palavrinhas” : - Obrigado a Todos! Mas neste momento, nos tempos actuais, por qualquer migalha de pão, atirada para o chão da sala, recorre-se á 14ª letra do alfabeto, o N, e utilizando até á exaustão a palavra “narrativa”, descamba-se a narrar, discursando, numa verdadeira “peixeirada”, com palavras, berros e gestos, para denunciar a dita “sujidade” passageira, exposta no chão da sala! E depois, as redes, ... mas as redes de pesca de informações, ... e também as nossas televisões lusitanas, encarregam-se de divulgar e ampliar, toda aquela “peixeirada”, transformando-a, no agora conhecido como, discurso de ódio! Eu julgava que o ódio se encontrava encostado ou emparelhado com o amor, ...na mesma localização cerebral ... mas sendo assim, com este dilúvio de palavras e mímicas dilacerantes, penso que, um discurso desta natureza, quase obriga a uma intervenção imediata, quer do MP, quer da PJ, ou da PSP ou GNR, nunca dispensando os companheiros afectos e apoiantes ao “discursante”. “Discursantes” esses, muitos deles estudiosos, investigadores, mestrados, que se acham com pleno direito ou até com o dever, em assinalar os pequenos desvarios, sejam dos contribuintes, sejam dos visitantes, conotando vulgares acontecimentos do dia a dia, com racismo, misoginia, homofobia, assédio e bullying entre outros! Temos de pensar seriamente em tudo isto, ... temos de voltar a “chamar os bois pelos nomes”! Na agricultura separa-se o trigo do joio; aqui, nos ditos discursos, temos de separar o importante do supérfluo e mais ainda a verdade da mentira! Ainda assim, propunha numa linha culinária, do mesmo modo que se condimenta uma salada, com sal, azeite virgem e vinagre de vinho para ficar mais saborosa, usar nestes “discursos de ódio” mecanismos “adicionantes”, nos textos, nas conversas, nos discursos, para separar as águas, as imagens duplas, os falsos sentidos, transformando assim o ódio em amor! O mundo está muito pervertido, muito radicalizado e infinitamente activado. De todos os cinco continentes da Terra, sómente a Oceânia não está com guerras ou com distúrbios! Por cada dia que passa, o planeta dá uma volta completa ... e quando visto de cima do nosso céu, se consegue perceber e encontrar um planeta repleto por todo o lado, de chamas, fumaça, querelas, invasões e conflitos! Temos o dever inadiável de inverter o curso da história do nosso planeta Terra. O mundo é de todos, ... mas infelizmente, alguns acham que têm mais direito que os outros! Vamos ter mudar! Tudo e todos! Olhar para a parte boa da vida, para os espaços úteis do dia a dia, usar novas formas de interpretar, de ver, de ouvir, de discursar, para poder dormir bem, sem pesadelos e sem sonhos perturbantes! Vamos lá começar a fazer discursos de amor! Com palavras sábias, honestas e bonitas! Todas as palavras têm um som, quando são usadas num ambiente músical! Vamos ter de dar essa musicalidade aos nossos discursos! Vamos combater os berros com palavras, usando-as para alterar a verdade, impondo uma realidade honesta! Um cachorro sempre foi um cão! E um gajo sempre foi um homem! O mundo está a “ferver em água fria”... mas não é devido ás alterações climáticas! Temos de saber como mudar, mas principalmente mudando o ódio pelo amor! Sem perda de tempo!
P.S. 1 Afinal o tratamento para a fibromialgia está na actividade física!
P.S. 2 Funchal e Albufeira são duas cidades reconhecidas por viverem numa “dependência” do turismo! Será que podemos ficar “ganzados” por isso?