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Força Aérea Portuguesa interceptou aeronaves russas nas imediações do espaço aéreo da NATO

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Foto FAP

A Força Aérea portuguesa intercetou novamente aeronaves russas, durante uma missão na Estónia, que estavam a operar sobre águas internacionais nas imediações do espaço aéreo da NATO, divulgou hoje este ramo das Forças Armadas.

A missão decorreu na terça-feira, após um alerta emitido pelo Centro de Operações Aéreas Combinadas de Uedem, na Alemanha, devido à "deteção de aeronaves não identificadas a operar sobre águas internacionais nas imediações do espaço aéreo da NATO".

"Perante a situação, foi prontamente acionada uma parelha de aviões F 16M da Força Aérea Portuguesa, a operar a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia, com a missão de identificar e acompanhar as aeronaves sinalizadas, confirmando-se pertencerem à Federação Russa", explicou a Força Aérea, em comunicado.

De acordo com a mesma fonte, a missão "decorreu com êxito, tendo os pilotos portugueses reportado informações de posição e altitude das aeronaves intercetadas, enquanto dados vitais para o serviço de tráfego aéreo civil".

"Esta ação volta a demonstrar o elevado nível de prontidão e profissionalismo do destacamento nacional, sublinhando o contributo da Força Aérea para a vigilância e defesa do espaço aéreo da Aliança [Atlântica], que já realizou perto de uma dezena de interceções desde 01 de abril", destacou também.

A Força Aérea explicou ainda no comunicado que se encontra empenhada na missão enhanced Air Policing até 31 de julho, com um destacamento constituído por quatro aeronaves F-16M e até 95 militares, a operar a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia.

O objetivo da missão é "garantir o policiamento aéreo dos países do Báltico, nomeadamente Estónia, Letónia e Lituânia, em resposta às ameaças de Leste".