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Trump ainda considera resgate à companhia aérea Spirit com dinheiros públicos

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Foto Shutterstock

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que ainda está a avaliar a possibilidade de um resgate financeiro à companhia aérea Spirit Airlines feito com dinheiro dos contribuintes.

Enquanto se preparava para deixar a Casa Branca rumo à Florida, Donald Trump disse aos jornalistas que faria um anúncio sobre o assunto hoje ou sábado.

"Estamos a analisar. Se pudermos fazer, faremos. Mas só se for um bom negócio", disse Trump, citado pela Associated Press (AP).

O Presidente dos Estados Unidos afirmou que gostaria de salvar empregos na companhia aérea e que a sua administração apresentou à Spirit "uma proposta final".

"Estamos a analisar a Spirit e, se pudermos ajudá-los, ajudaremos. Mas temos de ver primeiro", disse.

Na semana passada, Trump lançou a ideia de uma aquisição da Spirit financiada pelos contribuintes e sugeriu que o Governo dos Estados Unidos poderia revender a companhia aérea mais tarde, obtendo lucro, assim que os preços do petróleo, impulsionados pela guerra com o Irão, caíssem.

O Governo dos Estados Unidos pondera resgatar a transportadora aérea de baixo custo Spirit, sediada no Estado da Florida, com um empréstimo de 500 milhões de dólares e a sua entrada como acionista, informaram meios locais em 22 de abril.

A participação do Governo no capital poderia chegar aos 90% quando a empresa superar a situação de bancarrota, adiantaram a NBVC e o New York Times, citando fontes envolvidas nas negociações.

O The Wall Street Journal, o primeiro meio a informar sobre o caso, expôs que o empréstimo incluiria "garantias" de ações da empresa.

Um advogado da Spirit disse a um Tribunal de Falências dos Estados Unidos, há uma semana, que a companhia aérea estava em negociações avançadas com o Governo sobre um acordo de financiamento.

Entre os apoiantes do resgate da companhia aérea estavam grupos de trabalhadores que representam os pilotos e assistentes de bordo da Spirit, que argumentaram que permitir que a companhia aérea de baixo custo falisse prejudicaria os trabalhadores e aumentaria as tarifas.

Os críticos, incluindo legisladores republicanos e democratas, levantaram preocupações sobre a utilização do dinheiro dos contribuintes e questionaram se o apoio federal equivaleria a um resgate de uma empresa com poucas hipóteses de recuperação.

A Spirit tem vindo a lutar contra prejuízos há anos e apresentou um pedido de proteção contra a falência em novembro de 2024 e novamente em agosto de 2025.

Com a guerra com o Irão a aumentar os custos do combustível de aviação para todas as companhias aéreas, os credores manifestaram dúvidas no mês passado sobre a capacidade da Spirit continuar a operar, aumentando a possibilidade de a companhia aérea, reconhecida pelos seus aviões amarelos, ser forçada a vender os seus ativos e deixar de voar.