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Guerra no Irão Mundo

Proposta de resolução da ONU ameaça Teerão com sanções se não permitir liberdade de navegação

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Uma proposta de resolução da ONU ameaça impor sanções ou outras medidas ao Irão caso este prossiga os ataques a navios no estreito de Ormuz, noticiou hoje a agência norte-americana The Associated Press (AP).

O esboço da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas prevê também sanções para a República Islâmica se continuar a impor "portagens ilegais" e não divulgar a localização de todas as minas, para permitir a liberdade de navegação.

O texto, copatrocinado pelos Estados Unidos (EUA) e pelos países do Golfo Pérsico, exige ainda que Teerão "imediatamente participe e possibilite" os esforços da ONU para criar um corredor humanitário no estreito, a fim de permitir a entrega de ajuda vital, fertilizantes e outros bens.

Este é o mais recente esforço diplomático dos Estados Unidos e dos seus aliados do Golfo, depois de uma resolução atenuada que visava a abertura do estreito ter sido vetada pela China e pela Rússia, horas antes de Washington e Teerão anunciarem um cessar-fogo temporário no início de abril.

O embaixador norte-americano Mike Waltz junto da ONU declarou à comunicação social acreditar que a nova proposta, mais restrita, obterá o apoio necessário para ser aprovada pelo Conselho de Segurança, composto por 15 membros, cinco dos quais permanentes e com direito de veto -- Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido -, sem gerar oposição por parte dos aliados do Irão.

Washington e as nações do Golfo apresentaram a nova proposta enquanto o Governo Trump tenta repor a liberdade de navegação no estreito, por onde costumava transitar cerca de 20% do crude mundial antes de os EUA e Israel iniciarem a guerra, a 28 de fevereiro. Um cessar-fogo instável continua em vigor.

O texto proposto, que foi redigido ao abrigo do Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas e, por isso, poderá ser militarmente imposto, ameaça adotar "medidas eficazes que sejam proporcionais à gravidade da situação, incluindo sanções", caso o Irão não cumpra as suas estipulações.

Reafirma o direito de todos os países a defenderem os seus navios de ataques e provocações e ordena que todos os outros países não auxiliem o Irão no encerramento do estreito ou na cobrança de portagens.

O projeto de resolução "congratula-se ainda com os esforços em curso para impedir conflitos e coordenar a passagem segura pelo estreito de Ormuz, expressa apoio às iniciativas contínuas para alcançar uma paz duradoura na região e encoraja os Estados-membros da região a reforçar o diálogo e as consultas sobre essa matéria".