Alemanha impediu entrada a 34 mil pessoas num ano
O ministro do Interior alemão disse hoje que o Governo impediu 34 mil migrantes e requerentes de asilo de entrar na Alemanha no último ano e que a "migração ilegal" caiu 70% em comparação com 2023.
Numa conferência de imprensa em Berlim, Alexander Dobrindt afirmou que, após um ano no poder, o Governo liderado pelo chanceler Friedrich Merz conseguiu "pôr ordem no caos" que reinava e transformar a "onda migratória" numa "transição migratória" rumo a políticas mais rigorosas nesta área.
O ministro recordou que, a 07 de maio do ano passado, num dos seus primeiros atos à frente do Ministério do Interior, criou a possibilidade de a polícia federal rejeitar sumariamente a entrada de pessoas na fronteira, incluindo as que procuram asilo, uma medida altamente controversa e cuja legalidade ainda está a ser debatida nos tribunais.
"Intensificámos os controlos fronteiriços e implementámos as deportações de forma consistente", afirmou, acrescentando que estas medidas impediram a entrada de 34 mil migrantes e requerentes de asilo no país nos últimos 12 meses.
Além disso, durante este período, foram detidos 1.400 suspeitos de tráfico humano e cumpridos 8.000 mandados de detenção pendentes nas fronteiras, algo que só foi possível graças ao endurecimento dos controlos fronteiriços, segundo Dobrindt.
O ministro também celebrou o facto de, desde 2023, a imigração que classificou de "ilegal" ter diminuído 70%, um sucesso que atribuiu, pelo menos em parte, às medidas do Governo conservador de Merz, embora os fluxos migratórios para a Europa também tenham apresentado quebras significativas nos seus países de origem devido a vários fatores.
Entre outras medidas tomadas para reduzir o número de pessoas que se mudam legalmente para a Alemanha, Dobrindt mencionou a eliminação do reagrupamento familiar para estrangeiros que receberam proteção humanitária, o chamado programa de "naturalização expressa" e os programas de reinstalação voluntária de refugiados.
O ministro afirmou ainda que o seu ministério está a trabalhar numa proposta de lei para realizar deportações de forma mais eficiente e rápida, e observou que o Governo alemão já devolveu criminosos condenados ao Afeganistão e à Síria, apesar das dificuldades diplomáticas de organizar tais viagens.
Dobrindt concluiu que é necessário "enviar um sinal", não só na Alemanha, mas em toda a Europa, de que a anterior permissividade em relação à política migratória terminou, defendendo que esse sinal deve ser entendido a nível mundial.