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Madeira

Cinco madeirenses subscrevem carta contra “desastre” no tratamento das vítimas de abuso na Igreja

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Foto Shutterstock

Uma carta aberta subscrita por vários católicos, entre eles padres, demonstra a indignação pelo "desastre" no tratamento das vítimas de abuso por parte da Igreja. Cinco madeirense subscreveram o documento, entre eles dois padres.

Os padres José Luís Rodrigues e Francisco Caldeira, juntam-se a Carlos Cunha, Edgar Silva e Nicolas Fernandez contra a linguagem utilizada neste processo, contra a forma como decorreu a audição às vítimas e a redução das compensações. Os pormenores foram ontem divulgados pelo jornal Público.

O jornal digital 7 Margens divulga o teor completo da carta aberta, subscrita por cerca de 70 católicos, que demonstram "perplexidade e indignação" pela forma como a Igreja Católica, e em especial a Conferência Episcopal Portuguesa, tem lidado com a situação dos abusos sexuais. 

"Verdadeiramente chocante, ao longo deste processo, incluindo agora na fase de definição de valores de indemnizações, é mesmo essa falta de empatia com as vítimas", afirmam os católicos. "Não transparece uma genuína consternação. É caso para perguntar se os bispos ouviram verdadeiramente as vítimas e se se lembram de que Cristo defendeu sempre os excluídos", atiram.

Além disso, apontam que "a montante, o processo de recolha de testemunhos junto das vítimas – e agora referimo-nos a todas elas – revelou-se um insuportável desrespeito por direitos humanos fundamentais, consagrados nacional e internacionalmente".

Por fim, questionam os critérios que levaram a cortes nas compensações financeiras às vítimas, nomeadamente qual a justificação para tais reduções.