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Governo dos Açores quer região a captar mais cientistas

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Foto Shutterstock

O vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, defendeu ontem que ainda há trabalho a fazer para captar cientistas para a região, desafiando a Universidade dos Açores a aumentar e qualificar a sua oferta formativa.

"Acho que temos de conseguir trabalhar melhor na captação de cientistas para virem para cá. Temos agora aqui na Terceira alguns alunos de doutoramento e de mestrado estrangeiros, e isso é fundamental também. Mas é fundamental que a Universidade [dos Açores] dê o seu contributo para que esses jovens se sintam atraídos pela universidade, que aumente e qualifique a sua oferta formativa, porque isso não compete ao governo, compete à universidade", afirmou.

O governante falava, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, à margem de um debate para alunos do secundário, que contou com a participação de quatro cientistas, para assinalar o "Dia Nacional dos Cientistas", comemorado no dia 16 de maio.

Segundo Artur Lima, cabe à Universidade dos Açores tornar a sua formação mais atrativa e ao Governo Regional financiar centros de ciência e bolsas de doutoramento, que têm atraído também estudantes estrangeiros.

Em 2025, o executivo açoriano abriu cinco vagas para bolsas de doutoramento, num investimento de cerca de 250 mil euros.

O vice-presidente executivo açoriano, que tutela a área da Ciência, salientou que, no período entre 2022 e 2027, a região alargou as suas Áreas Prioritárias da Estratégia de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente (RIS3).

Além de agricultura e agroindústria, mar e crescimento azul e turismo e património, a RIS3 abrange agora também nos Açores as áreas do espaço e da ciência de dados e da saúde.

"Este ano, temos bolsas de doutoramento muito interessantes na área da saúde", salientou Artur Lima, referindo-se a uma que estuda os efeitos da ação climatérica nas doenças dos açorianos e a outra que estuda os efeitos na saúde de viver em isolamento.

Cerca de sete dezenas de alunos do ensino secundário da Escola Jerónimo Emiliano de Andrade de Angra do Heroísmo conheceram ontem o percurso de quatro cientistas que estudam e trabalham nos Açores.

Para o vice-presidente do Governo Regional, foi uma oportunidade para os cientistas "inspirarem gerações futuras".

"Espero que se entusiasmem pela ciência e que se qualifiquem, porque qualificando-se conseguem desenvolver melhor a nossa terra", sublinhou.

Artur Lima defendeu que é preciso criar nos Açores "uma verdadeira comunidade educativa", desde o ensino profissional, ao secundário e ao ensino superior.

"Nós, infelizmente, ainda temos baixas taxas de ensino superior e é preciso motivar esta gente para isso. O Governo também já deu passos nesse sentido, com as bolsas para o ensino superior, para quem tem menos possibilidades conseguir ter a sua licenciatura. E acho que é um caminho contínuo que se faz, e que se tem de fazer, de apoio a estes jovens", frisou.