“Nós não podemos produzir em escala”
Miguel Albuquerque salientou, hoje, que a Madeira não pode produzir em escala. “Temos um dos runs de melhor qualidade do mundo, com os melhores preços”, exemplificou, referindo-se ainda aos vinhos do Porto Santo, que têm vindo a ganhar prestígio. “Temos de criar mais-valia através da qualidade e singularidade do produto”, afirma.
O presidente do Governo Regional visitou, esta manhã, a unidade industrial José Faustino Mendonça Diogo Unipessoal, Lda, localizada no Porto Santo.
Miguel Albuquerque frisou que é importante aproveitar as “óptimas características” das frutas do Porto Santo, tal como faz a empresa que visitou, que investe em compotas, geleias, sabonetes e farinha.
“Trabalhar o que o Porto Santo dá”
Fátima Diogo explica que a empresa de família “trabalha o que o Porto Santo dá”. Começou com as vinhas, sendo que se aproveitaram as unhas para fazer doce. A partir desse vieram outros, como o de tomate, tabaibo ou de figo.
Assim surgiu a unidade industrial José Faustino Mendonça Diogo Unipessoal, Lda, pois as pessoas gostavam do produto. Alguns já foram premiados a nível nacional, nomeadamente o doce de tabaibo. Uma das criações é o doce de maracujá e abóbora.
“A fruta do Porto Santo tem um acento maior: é mais doce, mais aromática”, o que se nota na compota. A durabilidade é “agradável”.
Com o vinho de reserva foi criada uma geleia de vinho, “que acompanha bem os queijos, o cheesecake, carne assada ou lombo”. As experiências que vão sendo feitas pelo casal Fátima e José Diogo vão sendo partilhadas com os clientes, que dão feedback sobre os mesmos.
A empresa foi fundada há cerca de 15 anos e explora ainda os vinhos, o sabão e a farinha. O negócio "corre bem de Verão", quando a loja 3 V's está aberta. Há clientes fiéis que fazem encomendas ao longo do ano.