Produção de ovos e carne de frango cresce na Madeira, enquanto pesca e aquicultura recuam no arranque de 2026
Estatística divulgou hoje o relatório trimestral sobre a avicultura, a pecuária, a pesca e a aquicultura na Madeira
A produção de ovos e o abate de frango aumentaram na Madeira no primeiro trimestre de 2026, enquanto a pecuária, a pesca e a aquicultura registaram quebras face ao mesmo período do ano passado, revelou esta terça-feira, 12 de Maio, a Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
A produção de ovos atingiu as cerca 11 milhões de unidades na Região Autónoma da Madeira no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 51,3% face a igual período de 2025. No seu relatório trimestral sobre a avicultura, a pecuária, a pesca e a aquicultura na Madeira, a DREM justifica o crescimento "bastante robusto" com o reforço de produção de uma das empresas, comparativamente ao mesmo trimestre do ano anterior.
No mesmo período, indica o relatório tornado hoje público, o abate de frango observou um aumento de 6,3%, face aos primeiros três meses do ano anterior, totalizando 822,5 toneladas.
Em sentido contrário, os dados fornecidos pelo Centro de Abate da Região Autónoma da Madeira indicam que o gado abatido diminuiu 6,1% em termos homólogos, fixando-se nas 156,3 toneladas.
No domínio da pesca, a informação recolhida pela DREM junto da Direcção Regional de Pescas relativa ao período em análise indica que a pesca descarregada na Região rondou as 450,1 toneladas, tendo gerado receitas de primeira venda de 2,1 milhões de euros, valores que representam um decréscimo homólogo nas quantidades capturadas de pescado (-21,1%) e no valor de primeira venda (-29,2%).
As principais espécies capturadas registaram diminuições, com as capturas de peixe-espada preto a cair 22,3%, enquanto no caso do atum e similares a queda foi de 1,9%. Em termos de valor, o peixe-espada preto diminuiu 30,9%, enquanto a venda de atum e similares aumentou 6,9%.
A DREM destaca ainda que as capturas de cavala e chicharro recuperaram para níveis próximos dos registados em 2024, após a suspensão temporária da pesca de cerco dirigida a pequenos pelágicos, medida aplicada entre Fevereiro e Julho de 2025 para protecção do período reprodutivo destas espécies.
O peixe-espada-preto manteve-se, ainda assim, como a espécie mais capturada, representando 91,0% das quantidades e 84,1% do valor total. Por sua vez, as capturas de atum e similares ficaram pelas 7,6 toneladas, com uma valorização de apenas 118,4 mil euros.
O preço médio de pescado apurado na primeira venda (excluindo o pescado descarregado destinado a autoconsumo), no período em referência, foi de 4,91 euros, valor inferior aos 5,38 euros registados no mesmo período de 2025. O preço médio do atum e similares atingiu os 15,51 euros (face a 14,25 euros no período homólogo), enquanto o do peixe-espada preto se fixou nos 4,55 euros, valor abaixo dos 5,02 euros verificados nos primeiros três meses do ano anterior.
Aquicultura em queda acentuada
A produção de dourada foi prejudicado neste trimestre "pela inexistência de dourada com dimensão comercial, situação associada às baixas temperaturas da água e também pelo menor número de jaulas usadas para produção", aponta a DREM, dando conta de uma produção de 166,7 toneladas de dourada, uma diminuição de 35,0% face ao mesmo trimestre de 2025. Do mesmo modo, as vendas ficaram pelos 1,2 milhões de euros, decrescendo 20,4% relativamente ao trimestre homólogo.
Por mercados, observa-se que 71,6% do valor das vendas correspondeu ao mercado nacional (Continente e Açores) e 28,2% ao mercado regional. No mesmo trimestre do ano anterior, estas percentagens situaram-se em 76,9% e 22,9%, respetivamente. As vendas para o mercado comunitário representaram apenas 0,2% do total.