PS saúda enfermeiros da Região e pede maior valorização da carreira
O Grupo Parlamentar do Partido Socialista deu entrada, na Assembleia Legislativa da Madeira, de um voto de saudação pelo Dia Internacional do Enfermeiro, que se assinala amanhã.
Segundo nota à imprensa, através desta iniciativa, os socialistas enaltecem o papel dos profissionais de enfermagem na prestação de cuidados de saúde, mas alertam também para a necessidade de reforçar o número destes profissionais e de prosseguir com a valorização da respectiva carreira.
“O Dia Internacional do Enfermeiro deve também ser entendido como um momento de reflexão sobre as condições em que milhares de profissionais exercem diariamente a sua missão”, aponta a deputada Marta Freitas, chamando a atenção para o facto de, apesar do seu papel indispensável no funcionamento do sistema de saúde, muitos enfermeiros continuarem confrontados com sobrecarga laboral, desgaste acumulado e insuficiente valorização profissional.
Como dá conta a parlamentar, de acordo com os dados de 2024, na Região Autónoma da Madeira encontravam-se inscritos na Ordem dos Enfermeiros cerca de 2.730 profissionais activos e não activos. Destes, apenas 2.086 exercem funções no Serviço Regional de Saúde, o que traduz um rácio real de 8,3 enfermeiros por mil habitantes, um valor que fica abaixo da média europeia (nove enfermeiros por mil habitantes).
Marta Freitas destaca a importância de continuar a dignificar a carreira de enfermagem e de melhorar as respectivas condições de trabalho, mas também de avançar com a contratação de mais profissionais. Como adianta, apesar das recentes contratações, esse número ainda está aquém dos 200 prometidos pelo Governo Regional.
Além disso, a deputada aponta que o recurso sistemático a horas extraordinárias continua a ser uma realidade, sobretudo em períodos de maior pressão assistencial, que acrescem dificuldades relacionadas com atrasos no pagamento de horas extraordinárias associadas a programas de recuperação cirúrgica e que têm existido pedidos de escusa de responsabilidade motivados pela saturação de alguns serviços, nomeadamente nas urgências. “Estas situações exigem atenção imediata, não apenas pela sua repercussão na motivação dos profissionais, mas também pela sustentabilidade na resposta prestada à população, de forma adequada e atempada”, adverte a socialista.
Marta Freitas chama também a atenção para o facto de os enfermeiros madeirenses enfrentarem desafios acrescidos decorrentes da insularidade, do envelhecimento populacional e das limitações próprias de uma região ultraperiférica. “Mesmo em situações de crise, calamidades naturais ou epidemias, os profissionais de enfermagem mantêm-se na linha da frente, assegurando apoio à população com resiliência, profissionalismo e elevado espírito de missão, apesar de nem sempre disporem das condições mais favoráveis ao exercício da sua actividade”, observa.
A parlamentar evidencia o papel central que a enfermagem ocupa em todas as dimensões do sistema de saúde, desde os cuidados primários aos cuidados hospitalares diferenciados, passando pelos cuidados continuados, paliativos e domiciliários. “Os enfermeiros são profissionais que asseguram a proximidade essencial com os doentes, acompanhando os cidadãos em todas as fases da vida, educando, cuidando, educando e salvando. Nas unidades hospitalares, nos centros de saúde, nas unidades locais e no domicílio, o enfermeiro permanece como garante da continuidade e da humanização dos cuidados”, salienta, deixando uma palavra de profundo reconhecimento e gratidão a todos estes profissionais pelo serviço prestado à população da Região