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A Guerra Mundo

Moscovo denuncia violação da trégua na Crimeia e Kiev reporta sete feridos em ataques russos

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Foto AFP

A Rússia acusou hoje a Ucrânia de violar a trégua, pelo segundo dia consecutivo, ao atacar a Crimeia, enquanto Kiev reportou pelo menos sete feridos, incluindo uma criança, por ataques russos.

Segundo o relatório de guerra do Ministério da Defesa russo divulgado hoje, o exército ucraniano atacou a Crimeia anexada, as regiões fronteiriças de Rostov, Kursk e Belgorod - sendo estas duas últimas as mais afetadas pela guerra -, e Krasnodar e Kaluga com artilharia e drones.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de três dias entre a Ucrânia e a Rússia, na sexta-feira à noite.

Moscovo também denunciou no sábado violações da trégua na Crimeia, na região de Moscovo, nos Urais e no Cáucaso, também com artilharia e aeronaves não tripuladas.

Tal como no sábado, a Defesa afirmou que teve de responder "simetricamente" às mais de 16.000 infrações, atacando artilharia inimiga, lançadores de mísseis, morteiros e unidades de lançamento de drones.

No total, as posições russas foram atacadas nas últimas 24 horas oito vezes com tropas e 676 com artilharia, ao que se somam os 6.331 drones lançados em diferentes setores da frente ucraniana, segundo Moscovo.

Em Kiev, as autoridades ucranianas também acusaram a Rússia de violar o cessar-fogo com ataques de drones em várias regiões do país, causando pelo menos sete feridos, entre os quais uma criança de 03 anos.

Segundo a Força Aérea Ucraniana, o país foi alvo durante a noite por 27 drones russos de longo alcance, um número menor do que o habitual, já que a Ucrânia é normalmente atacada todas as noites por dezenas de drones.

Moscovo conseguiu realizar o Desfile da Vitória na Praça Vermelha sem contratempos no sábado, embora sem armamento pesado pela primeira vez desde 2007, o que tem sido considerado um grande revés para a imagem do Kremlin.

A Ucrânia quer prolongar a trégua, mas a Rússia respondeu que Trump propôs apenas três dias de cessação das hostilidades, que serão retomadas na terça-feira, segundo o Kremlin.

Quanto às negociações de paz estagnadas desde fevereiro, as partes estão confiantes de que retomarão assim que for alcançado um acordo no Irão, embora Moscovo insista que a bola está nas mãos de Kiev, que exige a retirada das tropas russas do Donbass (leste).