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Madeira

Governo da Madeira decide amanhã se estende apoios para combustíveis a mais sectores económicos

Foto SRE
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O Governo Regional está a estudar a hipótese de alargar a outros sectores económicos os apoios para aquisição de combustíveis que foram atribuídos na semana passada às instituições do sector social, às empresas de transporte colectivos de passageiros e táxis. A medida será analisada amanhã na reunião do Conselho de Governo, segundo informou o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, após reunir-se, esta manhã, com representantes de diversas mesas da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF) para abordagem das consequências da actual crise no Médio Oriente, especialmente da subida do preço do petróleo.

Segundo José Manuel Rodrigues, o que está em causa é atribuição de apoios às empresas de transportes de mercadorias, transitários e outras empresas de sectores mais expostos à subida dos preços dos combustíveis. Os apoios atribuídos na semana passada estão avaliados em 700 mil euros e o secretário considera que há ainda "alguma folga orçamental" para o Governo "ir um pedacinho mais longe, mas nada que possa pôr em causa o equilíbrio das contas públicas". "É essencial que a Região continue este caminho de ter as contas públicas em dia (...). A pior coisa que se podia fazer neste momento era somar a uma crise energética e ao aumento do preço dos combustíveis uma crise orçamental, porque isso levaria a défices, a dívidas e a um aumento de impostos", disse o governante, que recusa mexer na taxa máxima do IVA (que abrange não só os produtos petrolíferos como muitos outros produtos), pois tal significaria "um rombo para as contas públicas".

O presidente da ACIF, António Jardim Fernandes, descreveu que a reunião de hoje permitiu que os representantes dos vários sectores pudessem "sensibilizar" o Governo Regional das dificuldades que estão a passar, porque o recente aumento dos preços dos combustíveis e de matérias-primas derivadas do petróleo (como os plásticos) tem um "impacto grande" e nem sempre é possível repercutir tais encargos acrescidos nos preços de bens e serviços apresentados ao consumidor final. "As empresas marítimo-turísticas têm contratos com operadores a dois anos e não conseguem mexer nos preços e têm um impacto brutal do preço dos combustíveis", exemplificou. O mesmo porta-voz explicou ainda que a alta dos preços dos combustíveis "está a criar muita dificuldade em determinados sectores", pois estes produtos chegam a representar 40 por cento de todos os custos. "A notícia de ontem [cessar-fogo acordado entre EUA e Irão] deu-nos um balão de oxigénio para esperarmos o melhor. Mas na mesma temos de nos preparar para o pior e tentar construir soluções", acrescentou António Jardim Fernandes.