Pentágono estima que guerra já custou mais de 25 mil milhões de dólares aos EUA
O Pentágono estima que a guerra contra o Irão tenha custado aos Estados Unidos cerca de 25 mil milhões de dólares (21,3 mil milhões de euros), sobretudo em munições, indicou hoje um alto responsável do Departamento de Defesa.
"Até à data, estamos a gastar aproximadamente 25 mil milhões de dólares na 'Operação Fúria Épica'. A maior parte deste montante destina-se a munições", afirmou o Secretário Adjunto Interino da Defesa para Assuntos Financeiros, Jules Hurst, numa audição perante a Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) em Washington.
Uma parte deste valor "é alocada a despesas operacionais e de manutenção, bem como à substituição de equipamentos", acrescentou o responsável norte-americano sobre os custos da ofensiva contra a República Islâmica desde 28 de fevereiro.
Hurst disse que o Departamento de Defesa apresentará um pedido de orçamento suplementar ao Congresso, através da Casa Branca, "logo que haja uma avaliação completa do custo do conflito".
A audição parlamentar, que contou com as presenças do secretário da Defesa, Pete Hegseth, e do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, teve como objetivo discutir a proposta de orçamento da administração dos Estados Unidos (EUA) para 2027, que pode elevar os gastos militares para o valor histórico de 1,5 biliões de dólares (1,28 biliões de euros).
De acordo com as estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, as primeiras 100 horas da guerra contra o Irão custaram pelo menos 3,7 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros), o que equivale a quase 900 milhões de dólares (769 milhões de euros) por dia.
Por seu lado, Hegseth insistiu na justificação para a continuidade da operação, argumentando que o Irão ainda não abandonou as suas ambições nucleares e desvalorizando a duração do conflito.
"Recordo o tempo que estivemos no Afeganistão e o tempo que estivemos no Vietname. Estamos envolvidos há apenas dois meses numa luta existencial pela segurança do povo norte-americano. O Irão não possui uma bomba nuclear", sustentou.
O governante criticou ainda os legisladores que se opõem à guerra, considerando-os o "maior adversário" neste momento.
"O maior desafio, o maior adversário que enfrentamos agora, é a retórica imprudente, ineficaz e derrotista dos democratas no Congresso e de alguns republicanos", declarou.
A guerra com o Irão encontra-se interrompida por um frágil cessar-fogo desde a semana passada, enquanto a mediação do Paquistão procura relançar as negociações entre as partes.
Delegações de Washington estiveram reunidas em Islamabad em 11 de abril, mas o encontro não produziu resultados.
No seguimento do fracasso dessa ronda negocial, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou um bloqueio naval aos portos do Irão, que, por sua vez, mantém sob ameaça militar o estreito de Ormuz, provocando alta instabilidade na economia mundial.