JPP afirma que "é preciso cortar nas mordomias" como o jantar promovido nos EUA
O JPP desafiou, hoje, o governo PSD/CDS a "uma descida do IVA tem impacto imediato no custo de vida das famílias e das empresas, mas é preciso cortar nas mordomias". Élvio Sousa criticou o facto de o executivo promover, em Junho, nos EUA, um jantar e prova de vinho que representam um custo de meio milhão de euros.
"Esbanjar meio milhão de euros numa jantarada de cinco horas, cerca de 1.400 euros por pessoa, quando no ano passado gastaram cerca de 50 mil euros, num momento de grandes dificuldades para a maioria dos madeirenses e porto-santenses, é uma afronta", disse o líder do partido, afirmando que o cabaz de alimentos subiu 73 euros.
Numa conferência na sala de imprensa da Assembleia Legislativa da Madeira, Élvio Sousa assumiu que o JPP vai apresentar "mais uma proposta para baixar o custo de vida na Região, pois continuaremos a defender a baixa e a regulação do preço do gás (atualmente a custar quase 10€ a mais que nos Açores), a criação de condições para a abertura de novas cadeias de supermercados, tais como o LIDL (estancado pela vereação do Funchal) e estabelecer a ligação Ferry, de carga e passageiros para fomentar negócios, diversificar a economia e trazer mais concorrência".
O secretário-geral do Juntos Pelo Povo afirmou que “todos os dias os madeirenses e porto-santenses sentem nas suas vidas o fardo pesado de uma governação do PSD/CDS que deixou de se preocupar com as pessoas que trabalham, com as famílias e os jovens”. Segundo explicou, o fardo diz respeito ao facto de "a Madeira registar a inflação mais alta do país (quase o dobro da registada nos Açores), os salários médios mais baixos, o cabaz alimentar a escaldar, o elevado preço das rendas e das casas, a juntar o IVA mais alto das regiões ultraperiféricas (a 22%, enquanto nos Açores está a 16%)". “Tudo isto tem agravado fortemente o custo de vida, obrigando as pessoas a fazer diariamente contas à vida e a tomar opções. É preciso medidas para reduzir os impostos e cortar na despesa”, exortou.
Élvio Sousa defendeu que o investimento privado é essencial para criar riqueza, emprego e dinamizar a economia. “Mas, pode a Região, sobretudo nesta fase adversa, vir a corrigir a trajetória e intervir para regular e baixar o custo de vida”, referiu. “Por isso, tem de baixar impostos, nomeadamente o IVA, que vai ter um reflexo, em baixa, no preço do gás, da eletricidade e dos combustíveis", apontou.