Dirigentes da UE e de vários países solidários com Trump após tiroteio em jantar
Os dirigentes dos órgãos políticos da União Europeia (UE) condenaram hoje o incidente com tiros no sábado à noite durante um jantar em Washington presidido por Donald Trump, rejeitando a violência política.
Trump, a primeira-dama, Melania Trump, e vários membros da administração foram retirados da gala anual da Associação dos Correspondentes da Casa Branca após um homem ter disparado vários tiros e tentado forçar a entrada na sala.
O suspeito foi detido e um agente dos serviços de segurança foi levado ao hospital para observação por ter sido atingido por um dos tiros, mas foi protegido pelo colete antibala.
Tiros em hotel obrigam retirada de Trump de jantar oficial nos EUA
Os Serviços Secretos dos Estados Unidos (EUA) retiraram o Presidente norte-americano após um homem, entretanto já detido, ter aberto fogo dentro do hotel onde se realizava um jantar onde Donald Trump estava presente.
A presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, disse ter ficado aliviada por saber que Trump e todos os participantes estavam bem.
"A violência não tem lugar na política, em circunstância alguma", afirmou nas redes sociais.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o incidente como "profundamente preocupante" e também rejeitou a violência política, tal como a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.
Antes, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, já tinha condenado o incidente e afirmado que "um evento destinado a homenagear a liberdade de imprensa nunca deveria tornar-se um cenário de medo".
Além de Trump e da mulher, os serviços secretos retiraram da sala outros membros da administração que assistiam à gala, como o vice-presidente, JD Vance, e os secretários de Estado, Marco Rubio, do Tesouro, Scott Bessent, ou da Defesa, Pete Hegseth.
Vários líderes mundiais também manifestaram solidariedade com Trump, como o Presidente francês, Emmanuel Macron, que considerou inaceitável o incidente.
"A violência nunca tem lugar em democracia", assinalou Macron, que manifestou a Trump "todo o apoio".
Mais expressiva, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou "plena solidariedade e a mais sincera proximidade" a Trump e a todos os presentes na gala em Washington.
Advertiu que "nenhum ódio político" deve ter lugar nas democracias e que não será permitido que "o fanatismo envenene os lugares de livre debate e de informação".
Meloni apelou ainda para a defesa da "civilização do diálogo" como um "dique intransponível contra qualquer deriva intolerante".
O chanceler alemão, Friedrich Merz, condenou o incidente e afirmou que as decisões políticas são tomadas "por maioria, não pela força das armas".
O chefe do Governo de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter ficado chocado com a "tentativa de assassínio" do seu aliado na guerra contra o Irão Trump.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, referiu que "qualquer ataque contra as instituições democráticas ou contra a liberdade de imprensa deve ser condenado com a maior firmeza".
Também o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, declarou que "a violência não tem lugar numa democracia e deve ser condenada de forma inequívoca".
O líder canadiano, Mark Carney, aludiu a um "evento inquietante" e considerou igualmente que "a violência não tem lugar em nenhuma democracia".
A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, manifestou respeito por Trump e também considerou que "a violência nunca deve ser o caminho a seguir".
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, condenou o que descreveu como o ataque contra Trump e defendeu que "a humanidade só progredirá através da democracia, da coexistência e da paz".
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, também condenou a tentativa de ataque a Trump, e afirmou que a democracia não pode tolerar violência.
Luís Montenegro condena tentativa de ataque a Trump
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, condenou hoje a tentativa de ataque ao Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e afirmou que a democracia não pode tolerar violência.
O homólogo paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem liderado os esforços de negociações de paz na guerra do Irão, declarou-se "profundamente chocado" com o "tiroteio inquietante".
Os Emirados Árabes Unidos, um dos países atacados pelo Irão após a ofensiva israelo-americana contra Teerão, expressou "profundo pesar pelo crime atroz".
A diplomacia do país rejeitou ainda "toda a forma de violência, extremismo e terrorismo que atente contra a segurança e a estabilidade".