PAN valoriza realização das comemorações nos Açores
A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, valorizou hoje a realização das comemorações do 10 de Junho na ilha Terceira, nos Açores, e alertou que a coesão territorial "não pode ser apenas um mero chavão".
Segundo Inês de Sousa Real, as comemorações nos Açores são "um sinal político muito importante para todo o país em matéria de coesão territorial".
Por isso, o partido louva "o esforço da Presidência [da República] de assinalar este ano" o 10 de Junho nos Açores, por considerar que a coesão territorial "não pode ser apenas um mero chavão".
Também referiu que o contexto atual da guerra é um desafio que Portugal tem de enfrentar, "não deixando para trás nem as matérias sociais, nem a questão da saúde ou até mesmo o combate às alterações climáticas, que é também muito relevante" para os Açores.
"O Governo tem de olhar, precisamente, para essa necessidade de coesão, acima de tudo, no momento em que vamos estar a discutir a PSU [Prestação Social Única] na Assembleia da República", afirmou Inês de Sousa Real aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, no final da sessão solene comemorativa do 10 de Junho.
Salientou que as prestações sociais "são fundamentais", em zonas como os Açores, mas acima de tudo, para a população mais vulnerável do país.
"E é um debate que não pode ser feito apenas pensando em cortar despesa. Tem de ser um debate pensado com a sensibilidade social que o momento nos exige", alertou.
Inês de Sousa Real referiu que o dia de hoje é de celebração, mas "tendo em conta o debate que se avizinha", não pode deixar, "de forma nenhuma, de dar este recado ao Governo, porque o corte não pode ser feito à custa daquilo que é a vulnerabilidade das pessoas mais idosas, como é o caso da pensão de velhice".
Por isso mesmo, garantiu que o PAN vai estar "muito atento" no debate da PSU e "naquilo que vai ser, depois, o processo em especialidade".
Nas declarações aos jornalistas também deixou, nesta data, uma palavra às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, considerando que também precisam de ter "mecanismos de aproximação".