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Madeira

“Precariedade continua a ser um flagelo na administração pública”

Ricardo Frade pede medidas urgentes e valorização efectiva dos trabalhadores

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Foto DR

O presidente da direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública da RAM, Ricardo Frade, afirmou ao DIÁRIO que a precariedade laboral continua a ser “um dos principais flagelos da administração pública”, defendendo uma intervenção urgente do Governo Regional.

“Temos conhecimento de muitos trabalhadores que entram através de programas ocupacionais e acabam por desempenhar funções permanentes nos serviços. Isto tem de ser resolvido”, sublinhou, apontando a necessidade de um levantamento rigoroso destas situações e da sua regularização.

Ricardo Frade revelou que a tutela reconheceu o problema e demonstrou abertura para retomar o combate à precariedade, medida que considera essencial para garantir estabilidade aos trabalhadores.

Outro dos temas levados à reunião foi a valorização das carreiras especiais, como a de técnico-auxiliar de saúde e de tripulante de ambulância de transporte urgente. O dirigente sindical criticou as actuais remunerações, considerando que “não reflectem a exigência, a responsabilidade e o desgaste associados às funções”.

“Mais do que nomes bonitos para as carreiras, os trabalhadores querem saber quanto levam para casa ao fim do mês”, afirmou, defendendo uma revisão das posições remuneratórias.

O sindicalista alertou ainda para situações de sobrecarga laboral, nomeadamente no Hospital dos Marmeleiros, onde há trabalhadores com “horas acumuladas e folgas por gozar há anos”, devido à falta de recursos humanos.

Entre outras preocupações, destacou problemas na organização dos horários de trabalho e atrasos nos processos de avaliação de desempenho, que acabam por prejudicar a progressão nas carreiras. Ainda assim, indicou que houve abertura por parte da Secretaria Regional para analisar estas matérias e procurar soluções.