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Madeira

MPE desafia banca a apoiar investimento empresarial

Gonçalo Pimenta destaca crescimento e aponta novas prioridades

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O presidente do conselho de administração da Madeira Parques Empresariais (MPE), Gonçalo Pimenta, defendeu esta terça-feira a necessidade de reforçar o envolvimento da banca no financiamento das empresas instaladas nos parques empresariais da Região, apelando a soluções ajustadas às suas necessidades.

Na abertura da conferência “O Papel dos Bancos e das Entidades Governamentais no Financiamento e no Crescimento das Empresas”, o responsável apresentou uma avaliação positiva do desempenho da MPE, sublinhando o aumento da taxa de ocupação dos parques, que passou de 77%, em 2023, para 83,1% em 2025, correspondente a 363 lotes contratualizados.

Actualmente, os parques acolhem 230 empresas e cerca de 300 trabalhadores, gerando um volume de negócios na ordem dos três milhões de euros. Gonçalo Pimenta destacou ainda que, nos últimos três anos, não foi necessária qualquer injecção de capital público, evidenciando a sustentabilidade financeira da entidade.

Num contexto económico marcado por incertezas em 2025, o presidente da MPE sublinhou a importância do planeamento estratégico e do diálogo com investidores, apontando os incentivos fiscais existentes na Região como factor de atractividade, nomeadamente o desagravamento até 30% e a taxa de IRC reduzida.

Ao nível do financiamento, defendeu uma maior articulação entre entidades públicas e banca comercial, com vista à criação de condições mais favoráveis ao crédito ao investimento, incluindo a construção de infra-estruturas e aquisição de equipamentos. “É necessário que a banca acredite na economia local”, afirmou.

Gonçalo Pimenta destacou também o perfil das empresas instaladas, maioritariamente microempresas, com forte peso do comércio, da indústria e da construção, defendendo soluções financeiras adaptadas a esta realidade.

Como prioridade estratégica, apontou a dinamização dos parques da costa norte — São Vicente, Santana e Porto Santo — onde a taxa média de ocupação ronda os 37%, sublinhando a necessidade de atrair novos projectos ligados à economia circular, verde, agroalimentar, saúde preventiva, tecnologia e investigação.