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Madeira

300 milhões de investimento apoiado na Madeira pelo Banco de Fomento

Director de Divisa e Banca destaca procura acima do esperado

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O director coordenador de Divisa e Banca de Investimento do Banco Português de Fomento, Luís Pereira, revelou que a Região Autónoma da Madeira já regista cerca de 300 milhões de euros de investimento apoiado, no âmbito dos instrumentos do banco, sublinhando a forte adesão das empresas.

À margem da conferência no Funchal, o responsável destacou que “a Madeira apresentou candidaturas acima do esperado”, adiantando que a dotação disponível deverá ser totalmente utilizada, estando já a ser equacionado um reforço.

Luís Pereira garantiu que o Banco Português de Fomento está a actuar em várias frentes para apoiar a economia, incluindo a linha de reconstrução associada à tempestade Cristina, sem esquecer as regiões autónomas. Acrescentou que estão em preparação novas linhas de financiamento, incluindo uma dedicada à área da defesa.

“O objectivo é impulsionar a economia, não só do continente, mas também da Madeira e dos Açores”, afirmou, sublinhando o envolvimento do banco em projectos estruturantes e a actuação em articulação com a banca comercial, quer ao nível das garantias, quer do capital e da dívida.

No caso da Madeira, destacou a adaptação das soluções às especificidades da insularidade, com maior flexibilidade e reforço das garantias.

O responsável frisou ainda que uma das principais dificuldades das empresas continua a ser o acesso ao financiamento. Nesse sentido, defendeu que os instrumentos do banco têm contribuído para reforçar a capacidade financeira das empresas e facilitar o recurso ao crédito junto da banca comercial.

Quanto à procura, indicou que é transversal a vários sectores, com destaque tanto para o investimento como para as necessidades de tesouraria, num contexto económico exigente. “As empresas precisam de um ‘balão de oxigénio’ do ponto de vista financeiro”, afirmou.

Luís Pereira participou no primeiro painel da conferência, dedicado ao papel dos bancos e do Banco Português de Fomento no financiamento e crescimento das empresas regionais, ao lado de responsáveis da Caixa Geral de Depósitos e do Crédito Agrícola.