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Rali da Madeira Desporto

Rali da Madeira 2026 com forte aposta nas serras e 15 provas especiais de classificação

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Há novidades na edição deste ano do Rali da Madeira. A competição, que vai decorrer entre os dias 30 de Julho e 1 de Agosto, vai contar com uma forte aposta nas serras e na criação de mais zonas de espetáculo em segurança para o público. Esta edição associa-se também às comemorações dos '50 Anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira'.

Segundo nota da Secretaria Regional de Economia, a prova deverá manter a subvenção pública de 450 mil euros, igual à do ano passado, assumida pelo Governo Regional. O pedido de apoio público foi apresentado, hoje, pelo presidente do Club Sports da Madeira, Paulo Fontes, que fez questão de “dar em primeira mão”, ao secretário regional as linhas mestras do novo percurso, programa e itinerário da prova.

“Quis ser a primeira pessoa a dar conhecimento ao senhor secretário de algumas situações e inovações que queremos introduzir”, sublinhou, destacando a preocupação em modernizar o evento sem perder a sua identidade.​

A estrutura competitiva do Rali da Madeira 2026 será centrada em 15 provas especiais de classificação, num total próximo dos 205 quilómetros cronometrados. Tal como já vem sendo tradição, o arranque do Rali da Madeira vai acontecer na quinta-feira, com a superespecial da Avenida do Mar, que o clube quer "transformar cada vez mais numa grande arena urbana, com mais lugares e melhores condições para os espectadores".

Já na sexta-feira, estão previstas oito classificativas e cerca de 120 quilómetros, incluindo passagens por Campo de Golfe, Palheiro Ferreiro, Chão da Lagoa, Poiso, Santana e descida para o Ribeiro Frio. “Vamos ter quatro passagens no Chão da Lagoa e quatro no Poiso, com variantes que terminam depois do Ribeiro Frio, oferecendo vários pontos para o público assistir em segurança”, detalhou Paulo Fontes.​

Quanto ao sábado, o rali ruma ao oeste da ilha, recuperando algumas das classificativas mais emblemáticas da história da prova, como Ponta do Sol, Ponta do Pargo/Achadas da Cruz/Santa do Porto Moniz, e encerrando com a “Serra d’Água em formato de Power Stage”. No conjunto do fim de semana, será cumprido um duplo “round” de três provas especiais no sábado, somando cerca de 80 quilómetros, e permitindo múltiplas passagens dos pilotos nas mesmas zonas para maximizar o espectáculo.​

Uma das grandes novidades é a tentativa de concentrar o rali fora das zonas habitacionais, privilegiando as serras dos concelhos do Funchal, Santa Cruz e Santana, e criando áreas específicas para o público, com mais conforto e segurança.

Por outro lado, por forma a rentabilizar melhor o evento, pretende reforçar receitas próprias através dessas zonas de espectáculo e mantendo a aposta na captação de investimento privado, que considera essencial numa prova que classifica como “a maior montra da Madeira em termos de visibilidade de um evento desportivo”.​

A edição de 2026 será também marcada por uma forte componente simbólica, associando-se às celebrações dos “50 Anos de Autonomia da Região Autónoma da Madeira”. Paulo Fontes recorda que o salto competitivo e mediático do Rali Vinho Madeira no Campeonato da Europa só foi possível graças ao apoio continuado dos órgãos de governo próprio e das entidades públicas ao longo das últimas décadas. Para assinalar a efeméride, o clube prepara uma nova imagem do rali e uma linha de merchandising com particular enfoque no público jovem, reforçando a ligação afetiva entre o rali e a população madeirense.​

Paulo Fontes admite que ainda é cedo para avançar com nomes que vão integrar o pelotão deste ano, mas deixa algumas garantias. "Primeiro, olhamos para o Campeonato de Portugal de Ralis, porque fazemos parte do Nacional e os pilotos que o disputam têm de estar na Madeira", afirmou, acrescentando que o clube continuará a trabalhar para trazer à ilha pilotos rápidos e que andam bem nas estradas madeirenses. Os contactos com equipas e pilotos já começaram, mas “ainda muito numa fase embrionária”, que será aprofundada após a conclusão do percurso e programa do Rali da Madeira 2026.​

Apesar de a componente de apoio público estar “fechada” nos 450 mil euros, Paulo Fontes sublinha que é responsabilidade da organização aumentar as receitas próprias e reforçar a parceria com o tecido empresarial privado. A concentração do rali em zonas com múltiplas passagens, a criação de espaços dedicados ao público e a aposta na imagem e merchandising são algumas das ferramentas com que o Club Sports da Madeira pretende garantir a sustentabilidade e o crescimento do evento nos próximos anos.