EUA reabrem embaixada em Caracas sete anos depois de encerramento
Os Estados Unidos anunciaram hoje ter retomado as operações na sua embaixada na Venezuela, sete anos após o seu encerramento e quase três meses depois da captura do Presidente Nicolás Maduro numa operação militar.
"Hoje, estamos oficialmente a retomar as operações na embaixada dos Estados Unidos em Caracas, marcando uma nova fase da nossa presença diplomática na Venezuela", afirmou o Departamento de Estado norte-americano, em comunicado.
O reatamento das relações acontece depois de a administração Trump e a administração da Presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, terem restabelecido as relações diplomáticas entre os dois países, que tinham sido cortadas em 2019.
A embaixadora Laura Dogu chegou a Caracas em janeiro passado como encarregada de negócios para liderar a reabertura da missão diplomática dos EUA.
A equipa chefiada por Dogu está atualmente a "restaurar o edifício" para se preparar "para o regresso do pessoal o mais brevemente possível e a eventual retoma dos serviços consulares", referiu o Departamento de Estado, sem especificar uma data para o regresso desses serviços.
Uma delegação venezuelana, liderada pelo encarregado de negócios Félix Plasencia, visitou Washington na semana passada para se reunir com membros da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, e assumir o controlo da embaixada da Venezuela nos Estados Unidos, que estava sob custódia do Departamento de Estado desde 2023.
Desde a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, a 03 de janeiro, em Caracas, que a administração Trump e a administração Rodríguez têm vindo a aproximar-se de um acordo, e no início de março restabeleceram formalmente as relações diplomáticas entre os dois países.
Segundo Trump, os Estados Unidos exercem tutela sobre a administração Rodríguez, que tem correspondido às exigências de Washington para abrir os setores petrolífero e de ouro da Venezuela às empresas norte-americanas.
Os dois países romperam relações em 2019, quando a administração Trump, durante o seu primeiro mandato, reconheceu o líder da oposição Juan Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional, como presidente interino do país.
Desde então, os esforços diplomáticos de Washington têm sido conduzidos através da Unidade de Assuntos da Venezuela, um gabinete localizado no interior da embaixada dos EUA na Colômbia.