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Madeira

JP defende mais financiamento e prevenção na saúde mental

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A JP Madeira defende o reforço do financiamento, a valorização das casas de autonomização e uma maior aposta na prevenção da saúde mental junto dos mais jovens. As considerações foram tecidas no âmbito de uma visita à AFARAM, inserida nas 'Jornadas da Saúde Mental – Uma geração que se ouve'.

A Associação de Familiares e Amigos do Doente Mental da RAM reuniu com a estrutura da juventude partidária do CDS-PP Madeira, dando conta do trabalho que desenvolve há 22 anos e sublinhando a importância das respostas comunitárias e habitacionais para utentes com longos percursos de doença mental e contextos familiares marcados pelo desgaste.

A estrutura regional considera que "os problemas identificados na AFARAM confirmam dificuldades que já tinham sido sinalizadas na visita à Casa de Saúde São João de Deus", em especial ao nível da insuficiência do financiamento e da pressão sentida pelas instituições para manter respostas continuadas. “Há entidades a desenvolver um trabalho muito relevante, mas sem os meios adequados. Isto não pode continuar a depender apenas da capacidade de resistência de quem está no terreno”, sublinha a JP Madeira.

Além disso, a JP Madeira considera importante devolver às escolas uma resposta de proximidade na área da saúde mental. Nesse sentido, recorda o impacto do programa ‘Porto Seguro’, promovido por esta associação, que "permitia acompanhar jovens e disponibilizou consultas de psicologia gratuitas, mas que terminou por falta de apoio". Para a estrutura, "esta é uma resposta que deve ser retomada, num contexto em que muitas famílias não conseguem suportar os custos do acompanhamento privado nem obter resposta atempada pelos meios públicos".

Outro dos pontos destacados foi o papel das famílias, "muitas vezes chamadas a lidar com situações prolongadas de doença mental sem o apoio necessário". A AFARAM acompanha actualmente cerca de 10 a 12 jovens, muitos deles com histórico clínico e familiar complexo, o que reforça, no entender da JP Madeira "a necessidade de olhar para a saúde mental não apenas do ponto de vista do doente, mas também da realidade da família, que tantas vezes é o primeiro suporte".