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Comunidades Madeira

Mais jovens atraídos pelo dinamismo do movimento associativo na Venezuela

Director regional das Comunidades, Sancho Gomes, salienta que "cabe às segundas e terceiras gerações perpetuar os valores, as tradições e a identidade cultural do povo madeirense na diáspora”, garantindo mais verbas para apoiar o movimento associativo

Fotos DR/DRCCE
Fotos DR/DRCCE

O director regional das Comunidades e Cooperação Externa esteve ontem na Casa Portuguesa Venezuelana de São Diego, na Casa Portuguesa de Maracay, na Casa Portuguesa de Aragua, no Centro Social Madeirense e no lar Geriátrico Luso-Venezuelano (Gerlusoven), tudo no quarto dia de visita oficial ao país, tendo marcado presença na reabertura da associação madeirense Casa Só Bem. Sancho Gomes manteve, ainda, dois encontros diplomáticos, primeiro com a Cônsul-Geral de Portugal em Valência e depois com o Cônsul-Honorário em Maracay.

"O empreendedorismo das associações e a capacidade de captar o interesse dos mais jovens para se juntarem ao movimento associativo e, assim, darem continuidade à 'madeirensidade' na diáspora", foram alvo de elogios do governante madeirense.

"O dinamismo e a capacidade de adaptação do movimento associativo na Venezuela face aos desafios impostos pela sociedade contemporânea têm conseguido atrair as segundas e terceiras gerações dos emigrantes madeirenses", disse Sancho Gomes, destacando que "são os mais jovens que irão perpetuar os valores, as tradições e a identidade cultural do povo madeirense em terras venezuelanas".

Para o enviado do Governo Regional, "a comunidade é o activo que mantém vivo o associativismo e a 'madeirensidade' nos países de acolhimento". Por isso, garantiu que a Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa não só "vai continuar a apoiar as associações da diáspora", como ainda irá "aumentar as verbas de apoio ao movimento associativo de 50 mil para 60 mil euros".

Neste sentido, Sancho Gomes lembrou que "as candidaturas para os apoios ao associativismo das comunidades madeirenses decorrem de 1 a 30 de Abril de 2026", referindo que "esta foi uma das ferramentas encontradas pelo Governo Regional da Madeira para apoiar o trabalho incansável e meritório desenvolvido pelas instituições na diáspora", concluiu.