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Explicador Madeira

As dúvidas sobre a dádiva de sangue

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Foto Arquivo/ASPRESS

A 27 de Março celebra-se o Dia Nacional do Dador de Sangue, uma data que pretende alertar para a importância da dádiva de sangue e também prestar mais informação à população sobre o assunto, uma vez que persistem muitos mitos sobre o assunto.

Na Madeira, é possível dar sangue no Serviço de Sangue e Medicina Transfusional, de segunda a sexta-feira, entre as 8h30 e as 13 horas. Ao sábado as dádivas acontecem entre as 8h30 e as 12 horas.

Quando for dar sangue é importante que se faça acompanhar do Cartão de Cidadão, a fim de receber posteriormente o Cartão Nacional de Dador de Sangue. O processo costuma demorar cerca de 30 minutos e é importante que não faça a dádiva em jejum. Deve comer antes da dádiva, mas sem ingerir bebidas alcoólicas e evitando as gorduras.

Pode dar sangue quem tiver bom estado de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. A primeira dádiva só pode ocorrer até aos 60 anos de idade. Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses e as mulheres de 4 em 4 meses.

Saiba que todos os tipos de sangue são necessários, pelo que pode e deve dar sangue, independentemente de se tratar de um tipo raro ou não. O corpo é capaz de repor o sangue doado muito rapidamente, pelo que não lhe vai “fazer falta”.

Antes de doar o sangue será alvo de um inquérito, ao qual deverá responder com franqueza e verdade, por forma a proteger a sua própria saúde, bem como a qualidade do sangue doado.

No entanto, há algumas questões que deve ter em consideração. Após uma endoscopia ou colonoscopia, apenas pode dar sangue passados quatro meses. O mesmo acontece no caso de ter realizado uma cirurgia, pese embora tenha de contactar o profissional de saúde qualificado do serviço de sangue, em caso de ter sofrido complicações na mesma.

Quanto ao consumo de drogas, “tal requer uma avaliação clínica pelo profissional de saúde qualificado sobre a frequência do consumo e a forma de administração, pelo que deverá sempre referir esta situação no âmbito da triagem clínica, ao profissional de saúde qualificado”.

E no caso de gripe? Aí, não deve dar sangue. Pode candidatar-se à dádiva 15 dias após a resolução clínica, se não apresentar sintomas (assintomático) e sem medicação.

Outra das questões está relacionada com os parceiros sexuais. No caso de contacto sexual com uma nova pessoa deve existir um período de suspensão de 3 meses.

Se estiver a tentar engravidar, pode doar sangue, desde que “não tenha atraso menstrual e não esteja em estudo ou sob tratamento de infertilidade. Se em estudo de infertilidade a dádiva esta contraindicada por um período 180 dias. Se recebeu esperma de dador a dádiva esta contraindicada por um período de 180 dias Se foi efetuado tratamento para a infertilidade a dádiva está contraindicada por um período de 90 dias”.

A dádiva de sangue também fica suspensa em caso de ter feito uma tatuagem, mas apenas durante quatro meses. Ou seja, após os quatro meses pode dar sangue.

De acordo com o Serviço Nacional de Saúde, “a história de viagens deve ser avaliada pois pode constituir um risco acrescido de exposição, temporária ou definitiva, a doenças infecciosas transmissíveis pela transfusão. As viagens recentes ou história de viagens devem ser identificadas pela pessoa candidata à dádiva de sangue por forma a excluir a exposição a infeções endémicas e prevalentes ou tropicais. As doenças infeciosas emergentes e reemergentes colocam grandes desafios no âmbito da elegibilidade da pessoa candidata à dádiva de sangue”.