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Madeira

Altas problemáticas agravam pressão sobre as urgências

Albuquerque aponta picos de gripe, obras e envelhecimento da população como causas

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O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, reconheceu esta manhã a sobrelotação do Serviço de Urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça, apontando os picos sazonais de gripe, as obras em curso e as chamadas altas problemáticas como principais factores de pressão.

“Como sabem, não é nada de novo. Incorporámos recentemente mais de 18 enfermeiros, reforçámos a urgência e, nos picos — sobretudo em Janeiro e Fevereiro — há sempre maior pressão devido à gripe”, afirmou, à margem da cerimónia do 4.º aniversário da clínica FisioSentidos.

Segundo o governante, está em curso um investimento de quase dois milhões de euros nas urgências, o que tem implicado algumas limitações no funcionamento. “Temos de resolver a situação, fazer a obra e continuar a prestar bons serviços, e é isso que está a ser feito. Já houve reforço de pessoal e vamos continuar a trabalhar”, assegurou.

Miguel Albuquerque sublinhou que a pressão resulta sobretudo do aumento da procura em períodos críticos. “Isso resulta de um excesso de afluência em períodos de pico da gripe — sempre foi assim”, disse, acrescentando que o Executivo está também a apostar na construção do novo Hospital Central e Universitário da Madeira e no reforço da capacidade de resposta das actuais instalações.

“Nada está em causa relativamente à prestação de cuidados de saúde”, garantiu.

Sobre as chamadas altas problemáticas, o presidente do Governo Regional admitiu tratar-se de uma questão recorrente, associada ao envelhecimento da população. “Estamos a trabalhar na criação de novas unidades de alojamento para essas pessoas e também no reforço do internamento de média duração”, referiu.

O governante destacou ainda a criação de incentivos para aumentar o número de profissionais e melhorar as remunerações, assegurando que as medidas estão em execução.

“Não há nenhum drama — são problemas que enfrentamos com uma população cada vez mais envelhecida e com maior procura dos serviços de saúde, sobretudo no Inverno. Estamos a fazer o possível para garantir capacidade de resposta”, concluiu.