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Madeira

PSD acusa Federação Andebol Portugal de "decisão centralista que atropela a verdade desportiva"

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Foto ASPRESS

O grupo parlamentar do PSD apresentou um voto de protesto contra a decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Andebol que sancionou o Marítimo da Madeira Andebol SAD com derrota administrativa e multa, na sequência da não realização do encontro frente ao FC Porto.

Tal como o DIÁRIO noticiou, esta sanção surgiu no seguimento da impossibilidade da equipa madeirense viajar para o jogo, algo que não foi possível dados constrangimentos no Aeroporto Internacional da Madeira, alheios ao clube.

Andebol do Marítimo castigado com derrota por 15-0

A  equipa de andebol masculino do Marítimo da Madeira Andebol SAD, foi castigada com falta de comparência, e derrota por 15-0, pelo Conselho de Disciplina da Federação de Andebol de Portugal, no jogo que deveria ter disputado frente ao FC Porto, relativa à penúltima jornada da fase regular do 'nacional' masculino da 1.ª Divisão.

Para o PSD, a decisão "materializa uma opção administrativa que compromete a integridade da competição e subverte a verdade desportiva". O partido afirma que tanto a Federação, como o próprio FC Porto,  reconheceram, em momento prévio, que “os motivos apresentados constituíam um caso de força maior e eram plenamente válidos, decorrentes de condições atmosféricas adversas e totalmente alheias ao vosso controle”, tendo inclusive sido equacionada uma potencial nova data para a realização da partida.

"A reversão dessa posição para uma decisão sancionatória evidencia uma actuação incoerente e materialmente injusta, para além de incompreensível, que desconsidera os constrangimentos e especificidades inerentes à condição insular e impõe uma exigência impossível de cumprir", atiram os social-democratas.

"Esta decisão representa, em bom rigor, uma leitura centralista do funcionamento das competições nacionais, ignorando a realidade concreta de equipas que dependem de ligações aéreas e que, por isso, enfrentam condicionantes que não encontram paralelo no território continental. Ao fazê-lo, coloca, flagrantemente, em causa o princípio da igualdade de participação e introduz um precedente que mina a confiança entre os agentes desportivos, fazendo prevalecer uma cegueira centralista e prepotente sobre a justiça competitiva e a verdade desportiva", indica o grupo parlamentar.

Para o PSD, esta situação expõe, no ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia, "a persistência de práticas que colidem com os princípios da coesão territorial e da igualdade entre portugueses. A defesa da verdade desportiva afirma-se, neste contexto, como uma extensão da própria afirmação autonómica e do direito a uma participação plena, digna e equitativa no espaço nacional".